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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Empresários discutem retomada da navegação na hidrovia Tietê-Paraná

Empresários discutem retomada da navegação na hidrovia Tietê-Paraná

Encontro nacional contará com o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Portos, Hidrovias e Navegação do Brasil, que será presidida pelo deputado federal Marcos Rogério (PDT/RO)

Por Clarice Gulyas

A Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega) realiza nesta quarta (27/5), encontro nacional do setor, na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília (DF). A intenção do evento é propor um debate aprofundado com representantes do governo e entidades de classe sobre a retomada da navegação na hidrovia Tietê-Paraná, paralisada há mais de um ano. Na ocasião, será lançada a Frente Parlamentar em Defesa dos Portos, Hidrovias e Navegação do Brasil, que contará com a presença do deputado federal Marcos Rogério (PDT/RO), que irá presidir a frente, com participação de 210 parlamentares. O encontro conta com o apoio da CNT, da Câmara Interamericana de Transportes (CIT) e sindicatos filiados da categoria.

O presidente da Fenavega, Raimundo Holanda Cavalcante Filho, explica que o objetivo do encontro é sensibilizar o governo e mobilizar empresários do setor em todo o País com o propósito de frear o crescente impacto econômico com a crise enfrentada no Tietê-Paraná. O movimento pela retomada da hidrovia, que tem 2,4 mil quilômetros de extensão e é uma das mais importantes vias de escoamento de grãos, celulose e outros granéis, foi iniciado no dia 29 de abril, em Barra Bonita (SP), quando empresários e políticos se reuniram para discutir soluções para o setor, ainda sem avanços.

"Nosso maior problema é o consumo de energia a partir das hidrelétricas. Queremos tornar público o que está acontecendo no Tietê-Paraná, que também está atingindo a população, com a perda de aproximadamente 1.200 empregos diretos, além do aumento do movimento nas rodovias. Não somos contra a produção de energia elétrica, mas é preciso haver equilíbrio e vontade política", afirma Raimundo.

Crise

Fechada desde maio do ano passado por causa da falta de chuvas, a hidrovia Tietê-Paraná, que interliga cinco Estados, segue paralisada com o nível de água reduzido em aproximadamente 5 metros. A paralisação já soma R$ 700 milhões em prejuízos, já que a hidrovia transportava entre 6 e 8 milhões de toneladas de carga por ano, principalmente, rumo às indústrias e portos de Mato Grosso e Goiás.

Em janeiro desse ano, o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, anunciou o investimento de R$ 2,1 bilhões em melhorias na hidrovia Tietê-Paraná por meio de parceria com o governo de São Paulo. No entanto, empresários veem com desconfiança a declaração dos governos, principalmente, pela falta de compromisso das agências federais.

Segundo a Fenavega, algumas soluções para reativar o escoamento da produção na região seria reduzir a vazão nas hidrelétricas, com atuação eficaz do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e estabelecer o uso múltiplo das águas, assegurado pela Agência Nacional de Águas (ANA).

“A ANA não fez cumprir a lei 9,433/97, que estabelece o uso múltiplo das águas, que deveria proporcionar a igualdade de acesso aos recursos hídricos. Queremos que a ANA cumpra seu papel e faça a mediação desses conflitos”, critica o presidente da Fenavega.

Participarão do encontro o Sindicato dos Armadores do Estado de São Paulo (Sindasp), o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), o Sindicato das Empresas de Navegação do Estado do Amazonas (Sindarma), o Sindicato das Empresas de Navegação do Estado do Pará (Sindarpa), o Sindicato das Empresas de Navegação do Estado de Rondônia (Sindfluvial), o Sindicato das Empresas de Navegação dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul (Sindarsul) e o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação de Tráfego Portuário (Sindiporto Brasil). O convite foi estendido a diversas entidades de classe e órgãos governamentais, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ANA, Ministério dos Transportes, Tribunal de Contas da União (TCU), entre outros.

Serviço:
Encontro nacional para retomada da navegação na hidrovia Tietê-Paraná e lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Portos, Hidrovias e Navegação do Brasil
Data: 27 de maio (quarta)
Hora: 9h
Local: sede da CNT / SAUS Q.1, bloco J, entradas 10 e 20 – Edifício CNT
Mais informações: (61) 3533 7139 


Links de apoio:
Reunião em Barra Bonita discute crise da hidrovia Tietê Paraná https://youtu.be/0BA2vfNnnPA

LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997.

Frente Parlamentar em Defesa dos Portos, Hidrovias e Navegação do Brasil


Assessoria de imprensa / Fenavega
Clarice Gulyas (61) 8177 3832 Vivo/ whatsapp
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Registro profissional: 9520 DRT/DF



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Para manter o ritmo no frio

TENDÊNCIA

Para manter o ritmo no frio

Por Clarice Gulyas

É na época do frio que ficar alguns minutinhos a mais embaixo da coberta se torna quase irresistível. Com a preguiça à solta e a preferência pelo consumo de alimentos mais calóricos, para ficar em dia com a saúde é preciso determinação e persistência. E para ajudar a driblar o frio e evitar aqueles quilinhos a mais, a Kazulo, loja de moda praia e fitness da Fit Park, traz peças versáteis e confortáveis que são tendência para essa estação.

A gerente da Fit Park, Ângela Andrade, anuncia a coleção Outono/Inverno da Kazulo, que traz, entre outras peças, belíssimas calças fusô e casacos leves, com cores variadas que vão desde cores vivas e fosforescentes até as mais clássicas, como brancas e pretas. Outra dica é o tapa bumbum com mangas, que pode ser usado também como casaco.

"Para que não se perca o pique, é necessário estar agasalhado com roupas leves, pois à medida que se começa a exercitar o corpo já se aquece naturalmente, mas o maior desafio é mesmo sair de casa. Para tanto, os casacos leves e calças mais compridas (fusô) ajudam na motivação. A roupa adequada é também essencial para facilitar a prática do exercício e, claro, é uma estação que favorece a elegância e não poderia ser diferente também na hora de malhar.", afirma.

Além de ajudar a manter o ritmo na academia, as peças da Kazulo também são opções para quem quer esbanjar estilo ao sair de casa, seja no shopping ou até mesmo num barzinho. Por isso, Ângela recomenda calças fusô em cirré, que podem ser usadas com botas ou mesmo salto alto.

“Além de lindas, essas peças ajudam a valorizar a silhueta da mulher. Também temos casacos que podem ajudar a compor esse estilo", diz.

Fit Park alerta sobre a importância dos exames cardiológicos

SAÚDE

Fit Park alerta sobre a importância dos exames cardiológicos

Por Clarice Gulyas

Diante de casos recentes de paradas cardiorrespiratórias e mortes em academias de ginástica, a importância do exame médico e a capacitação de profissionais para resgates têm sido cada vez mais discutidas. Em Brasília, a Fit Park Academia orienta a apresentação de exames específicos antes da efetivação de matriculas e treina equipe de profissionais de educação física para agir em casos de emergência. Segundo especialistas, medidas preventivas como esta podem evitar acidentes e mortes.

O profissional de educação física e responsável técnico da Fit Park, Andrétt Costa, avalia que a apresentação de exames médicos tem como objetivo a seleção de indivíduos aptos e inaptos à prática esportiva. Além disso, tem como vantagem a orientação da conduta dos profissionais de educação física com os praticantes, sejam iniciantes ou periódicos. Segundo Andrétt, a iniciativa traz mais segurança para os alunos, já que são avaliadas as condições cardiovasculares, ortopédicas e clínicas que ajudam a detectar, por exemplo, doenças cardíacas genéticas ou adquiridas, como hipertensão, diabetes, dislipidemia, e arritmias que podem significar algum risco na pratica de exercícios físicos.

De acordo com Andrétt, alguns dos exames mais importantes são: avaliação física, teste ergométrico, eletrocardiograma, exame de sangue e qualquer outro exame que colabore e/ou ajude a prever riscos pela prática de exercícios. Além disso, a aplicação de um questionário (PAR-Q) pelo profissional de educação física é fundamental para detectar necessidades específicas dos praticantes, como o levantamento de enfermidades ou problemas osteoarticulares, osteomusculares, e doenças cardiocirculatórias, entre outras. 

"Esse é um fator garantidor de segurança para aluno e academia, principalmente, quando o aluno negligencia ou omite alguma informação muito importante. Por exemplo: se ele (aluno) diz que nunca teve problemas cardíacos, mas já operou o coração, a academia não tem como prever que as informações por ele prestadas são inverídicas.", pondera Andrétt.

"Por isso deve-se aplicar este questionário (PAR-Q), que ao fim é assinado pelo cliente-aluno e é nesta avaliação, que o profissional de educação física determina a procura de um médico especializado. Por outro lado, como a avaliação física é um procedimento essencial do profissional de educação física e exigido por lei no DF, este deve ser capacitado para realizá-la detalhadamente, de modo a otimizar os benefícios e a adesão à prática regular, com o máximo de segurança ao beneficiário", diz Andrétt, ao destacar a importância da qualificação profissional nas academias.

Especialista

O cardiologista Antônio Paulo Filomeno se posiciona a favor da obrigatoriedade dos exames e destaca a importância da frequência das visitas ao médico cardiologista, principalmente, para diagnosticar doenças silenciosas que podem levar à morbidade  e até parada cardiorrespiratória (PCR). Diante de uma síncope, temos que pensar nos seguintes eventos: 5Hs: hipoxia, hipovolemia, hidrogênio (acidose) hiper/hipo calcemia, hipotermia; e os 5Ts: trombose coronária (infarto) tromboembolismo, tensão toxáxica (pneumotórax), tamponamento cardíaco, tóxicos.  Outros exemplos de doenças silenciosas são hipertensão, diabetes, fibromialgia e colesterol alto.    

“A morte súbita durante a prática esportiva tem sido incomum, mas não raras. É estimado em 200 mil eventos/ano o número total de paradas cardiorrespiratórias. Metade em ambiente hospitalar e outra metade em ambiente externo. A fibrilação ventricular e a taquicardia ventricular são responsáveis por 24% dos casos e podem ser revertidas com desfibrilação elétrica.”, comenta.

“A sobrevida em geral de uma PCR é de 37% em ambiente hospitalar e 18% em ambientação externa. Vê-se, aí, a importância do Desfibrilador Elétrico Automático. As vítimas desses eventos são geralmente portadores de patologias silenciosas, não identificadas em exames superficiais e sem a devida investigação. Exames apropriados são capazes de identificar mais de 90% das patologias potencialmente letais.”, alerta Filomeno.

De acordo com o médico, a frequência dos exames cardiológicos deve considerar a classificação funcional da New York Heart Association (associação cardiológica de Nova York), que categoriza os doentes em quatro grupos baseados na limitação funcional pela ergometria. Esses exames podem ser anuais, semestrais ou mais frequentes.

"O atestado deve ser minucioso, evitando-se a frase: 'Apto à prática esportiva em geral'. Deve constar o termo de ‘apto’, seguido das modalidades liberadas e ‘inapto’, àquelas não indicadas ou contraindicadas. Para os cardiopatas, os atestados devem sugerir os limites de frequência cardíaca bem como METS obtidos pelo Teste Ergométrico ou Ergoespirometria prévios.", recomenda Filomeno.

Segundo o cardiologista, não há diretriz ou consenso sobre a liberação ou não da realização de exames de acordo com a faixa etária do praticante. No entanto, ele sugere aos jovens até segunda década o exame clínico, histórico de saúde e exame físico. Entre a segunda e a terceira década, o indicado é acrescentar o eletrocardiograma. E a partir da quarta década, acrescentar o teste de esforço e/ou ecocardiograma. Exames complementares são indicados quando for detectada alguma alteração, em casos específicos.

Yoga: em busca de um novo estilo de vida

NOVIDADE

Yoga: em busca de um novo estilo de vida

Por Clarice Gulyas

Com técnicas de Hatha Yoga, modalidade da Fit Park Academia faz sucesso entre os adeptos da filosofia indiana. A alta procura pela atividade coletiva resulta na abertura de turma exclusiva em horário noturno a partir do dia 27 de abril. A prática regular do Yoga proporciona o aumento da consciência, do equilíbrio físico, mental e emocional, levando o aluno à auto-observação (autoconhecimento). A modalidade também ajuda a balancear as energias (chakras), além de melhorar a forma de relacionamento pessoal, interpessoal e social.   

Eliane Correia, instrutora de Yoga da Fit Park, explica que a Hatha Yoga é uma linha que concentra a consciência ao alinhamento corporal através de pranayamas (exercícios respiratórios), ásanas (posturas psico-físicas), relaxamento e meditação. Ela também afirma que não há uma linha melhor ou pior da prática, existe a linha a qual o praticante se sente bem e confortável ao praticar.

"Quanto mais correto o alinhamento mais a quebra de padrões corporais, emocionais e comportamentais. À medida que o praticante de Hatha Yoga progride, ele se torna consciente de como os sentidos, a mente e a respiração devem ser utilizados no seu dia a dia. Também trabalhamos a automassagem, que ativa a circulação sanguínea, trazendo mais viscosidade e brilho para a pele.", diz.

Eliane afirma que se surpreende com a grande procura da modalidade no ambiente de ginástica e avalia que o sucesso da técnica está na busca cada vez mais constante de hábitos saudáveis, diante da rotina diária acelerada, que geralmente causam estresse e sedentarismo. Atualmente, a Fit Park conta com cerca de 50 alunos, distribuídos em seis turmas.

"Acredito que o Yoga é uma importante ferramenta de conquista da disciplina do bem estar e da felicidade. Com a interação do corpo e da mente, cria-se uma conexão com a essência do indivíduo, com o seu eu interior. Vejo que os alunos da Fit Park buscam um refúgio longe da correria do dia a dia, procuram uma vida com mais qualidade, equilíbrio e a boa saúde. Eles se identificam, se sentem bem e felizes. Tento fazer com que todos saem flutuando ao final da aula...sorrindo!", comenta.

Para começar

Qualquer pessoa pode praticar Yoga, não importa a idade. A dica é usar roupas leves e confortáveis, e sempre procurar profissionais capacitados que possam adaptar as aulas de acordo com as necessidades e possibilidades de cada praticante. 

“O propósito da técnica é permitir a prática não só aos habituados às atividades esportivas ou do Yoga, mas também às pessoas com restrições físicas, lesões, problemas posturais ou sedentárias. Praticar Yoga é simples, o importante é fazê-lo com o máximo de amor e de entrega. Então, é só trazer a mente até a energia do coração e deixar fluir. Convido a todos a fazerem uma aula experimental e se permitir vivenciar essa pratica.”, incentiva Eliane.

Outros benefícios do Yoga são:  alivio do estresse e da ansiedade; aprimoramento do intelecto, da concentração e da memória; tonificação dos músculos, proporcionando força, resistência e flexibilidade;  fortalecimento do equilíbrio quando há causas de doenças, como oxigenação deficiente, nutrição inadequada das células e acidez sanguínea produzida pela má eliminação das toxinas no organismo;  proporciona o bem estar e satisfação atuando também nos problemas psicológicos como depressão, síndrome do pânico, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), e as diversas doenças de origem psicossomáticas.

Transformação

A carioca Roberta Marrocos de Lacerda, 62 anos, confirma os benefícios da Hatha Yoga e conta que a experiência tem proporcionado evolução pessoal, aumento da autoestima e fortalecimento em seu relacionamento com a família. Conciliada com localizada, pilates e musculação, a aposentada, que foi campeã brasileira de natação no passado, revela ser uma nova pessoa.

“O bem estar que a yoga me causou foi indescritível. Eu não sabia que iria me fazer tão bem. Hoje consigo me concentrar facilmente e isso era uma coisa que eu não conseguia fazer. Também percebi um grande aumento da minha flexibilidade, me sinto quase uma adolescente”, brinca Roberta, que confessa ser uma pessoa agitada.

Há oito meses na Fit Park, a ex-atleta formada em Educação Física avalia que a equipe profissional da academia é “extremamente competente e atenciosa”, refletindo no interesse pela prática de exercícios. Segundo ela, o aumento do número de adeptos na Hatha Yoga tem como diferencial a dedicação da instrutora Eliane, a qual Roberta não poupa elogios.

“Quando fiz aula com a Eliane eu nunca mais faltei e antes mesmo de vencer minha matrícula eu renovei por mais um ano. Ela é perfeita e é uma pessoa realmente interessada e dedicada no que faz. Posso dizer que ela se entrosou com a academia, como um casamento que deu certo. Ela tem a filosofia da academia e a Fit Park é diferente. Eu já passei por várias academias e posso afirmar isso”, diz.

“Eu mudei a maneira de encarar a vida. Parei de sofrer por antecedência e passei a deixar as coisas fluírem. Sempre fui muito prestativa a todos, mas hoje passei a dar mais atenção para mim. Posso dizer que a yoga me deu expectativas de vida e hoje me sinto importante e que posso fazer a diferença”, afirma Roberta, que garante também ter fortalecido os laços com seus três filhos e dois netos. 

Treino funcional para adolescentes promete combater sedentarismo

FIT TEEN

Treino funcional para adolescentes promete combater sedentarismo

Por Clarice Gulyas

Para ajudar a reverter o cansaço e as noites mal dormidas dos adolescentes na Era Tecnológica, a academia Fit Park tem oferecido um treino específico para meninos e meninas de 11 a 15 anos. A modalidade Fit Teen envolve atividades funcionais de treino específico de força, musculação e condicionamento físico, trabalhando principalmente a flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio e capacidade respiratória, somente com o peso corporal, e, dependendo do nível do praticante, com a inserção de materiais e aparelhos que condicionam o aumento da intensidade como, bosu, kettlebell, plataforma de equilíbrio, minitrampolim, bola suíça, etc.

Pesquisa recente do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (Ipom) e do Instituto Sou + Jovem aponta que os adolescentes estão dormindo pouco e mal. O estudo, feito com 1.830 adolescentes de 14 a 18 anos, afirma que 88% dos entrevistados avaliaram seu sono como ruim ou insatisfatório. Alguns dos grandes vilões são os celulares ligados durante a noite ao lado da cama e a falta de rotina do sono.

Gabriel De Podestà Uchôa de Aquino, professor de educação física da Fit Park, avalia que os adolescentes estão cada vez mais deixando de lado hábitos saudáveis, como subir em árvores, andar de bicicleta e vivenciar brincadeiras lúdicas de rua. Novo professor da  Fit Teen na academia, ele alerta que com uma vida superconectada e sedentária, os adolescentes estão expostos a riscos de saúde diversos, como obesidade, ansiedade, problemas cardiovasculares, de crescimento, entre outros.

"Esses tipos de atividades não fazem mais parte da rotina dos adolescentes de hoje em dia, dificultando o crescimento e o desenvolvimento de habilidades motoras. Os riscos à saúde são enormes. Um dos mais severos é o fato do corpo acostumar com a luz do celular à noite e fazer a 'leitura' de que ainda está de dia, prejudicando, assim, a vontade de dormir.”, comenta. 

“Isso pode fazer com que ocorra a inibição de hormônios que são liberados na noite de sono, como a insulina (produzida para retirar o açúcar do sangue), elevando a quantidade de cortisol (hormônio do estresse) que tem seus efeitos contrários à insulina, elevando a taxa de glicose (açúcar) no sangue, deixando o indivíduo a um estado de pré-diabetes, ou até mesmo ao diabetes”, alerta.

Segundo Gabriel, a modalidade Fit Teen prioriza o desenvolvimento das habilidades motoras com exercícios funcionais que promovem o crescimento e o aprendizado das capacidades físicas (equilíbrio, força, agilidade, coordenação motora, resistência, flexibilidade. etc.), fazendo com que o jovem, de maneira lúdica e divertida, se descubra e reconheça suas habilidades. 

“Foram escolhidas atividades com caráter funcional que advém da ginástica e da corrida, sendo benéfico para o desenvolvimento das habilidades motoras que, nessa fase, estão em transição, ocorrendo ainda mudanças emocionais, mudanças físicas e até mesmo no comportamento do jovem indivíduo.”, afirma.

Limites e rotinas

Ao longo da semana, os jovens tendem a acordar cansados e a ficarem sonolentos durante o dia. Segundo o estudo, 82% dos entrevistados deixa o celular ligado ao lado da cama durante a noite. Já um estudo do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), constatou que 39% dos adolescentes apresentavam uma diferença de duas horas entre o tempo de sono da semana e do final de semana. Essa pesquisa foi realizada entre 2013 e 2014 com 600 adolescentes de idades entre 12 e 18 anos.

"Se os jovens já ficam cansados naturalmente no seu dia-a-dia por dormirem mal e pouco, dificilmente terão energia para inserir exercícios físicos em sua rotina. Se o corpo precisa se recuperar, por estar cansado, a atividade física irá desgastar ainda mais o adolescente, prejudicando os resultados. O corpo precisa estar descansado e bem para poder receber um desgaste satisfatório e necessário. Sendo assim, a atividade física promove a saúde que, segundo a OMS, gera um bem-estar físico, social e mental, fazendo com que o hábito da sua prática reverta a situação de cansaço.", recomenda Gabriel.

Com a prática de exercícios físicos regulares na academia, Gabriel De Podestà explica que a partir da liberação de hormônios como a endorfina, que traz a sensação de bem-estar, é possível renovar as energias e melhorar o sono. Desta forma, o adolescente terá mais concentração no dia seguinte, com mais disposição e, consequentemente, melhor rendimento escolar. É também durante a noite que o hormônio de crescimento trabalha, possibilitando o desenvolvimento saudável do adolescente. Segundo a Fundação Nacional de Sono dos Estados Unidos, o ideal é que os adolescentes durmam entre oito e dez horas por noite.

“Fazer atividade minutos antes de dormir é prejudicial para o sono, fazendo a temperatura corporal se elevar com a liberação de substâncias. E quando vamos dormir o corpo necessariamente precisa estar com a temperatura baixa. Então, na minha opinião, se exercitar ao menos quatro horas antes de dormir, seria o ideal.”, indica.

Outras dicas para melhorar o sono dos adolescentes é limitar horários para uso de aparelhos eletrônicos, como celulares, computadores, videogame e televisão. Alternativas como desativar notificações dos celulares, colocando-o em “modo avião” durante a noite, preparar o quarto para que fique totalmente escuro e optar por uma alimentação leve até uma hora antes de dormir também podem ajudar a melhorar o sono.

Fit Park se consolida como referência no mercado fitness brasiliense

ESPECIAL

Fit Park se consolida como referência no mercado fitness brasiliense

No aniversário de seis anos de inauguração, academia reuniu cerca de 300 pessoas em evento fitness aberto ao público e homenageou clientes mais antigos

Por Clarice Gulyas e Fernanda Fernandes

Ao escolher um local diferenciado para o empreendimento, em frente ao Parque Olhos D’Água, a academia Fit Park resolveu também fugir do conceito comum de grandes redes de academias e apostou no tratamento individual e personalizado ao oferecer serviços de saúde e bem-estar para atrair e fidelizar clientes. No dia 28 de março, a Fit Park realizou sua tradicional festa de aniversário próximo ao Dia da Saúde e Nutrição com o intuito de propor uma reflexão sobre a importância de hábitos saudáveis para a melhoria da qualidade de vida. Na ocasião, a academia promoveu aulões de zumba, yoga, ginástica localizada e bike indoor, enquanto parceiros diversos ofereceram serviços e informações gratuitas sobre saúde e beleza, como massagem e dicas de nutrição. 

Aluno veterano e um dos homenageados durante o evento, o servidor público Leonardo Moda, 41 anos, aprovou a festa e conta que não troca a academia de bairro por nenhuma outra. “Gosto da atenção que recebo de toda a equipe. Quando não estou atento a uma determinada série de exercícios ou fazendo de maneira errada, logo surge um professor para orientar e consertar”, explica o praticante de musculação que, por morar nas redondezas, prefere ir a pé para a academia. “É um ótimo aquecimento”, garante.

Já a aposentada Elizabeth Esteves, de 59 anos, avalia, após ingressar na Fit Park há dois meses, que o espaço não é só destinado à prática de exercícios físicos, mas de interação social. “Eu morava no Colorado e me mudei para a Asa Norte há pouco tempo. Aqui fui muito bem recebida pelos professores e toda a equipe de funcionários.  Além do mais, eventos como esse são ótimos para a gente interagir com outras pessoas. É um mimo que eles nos dão”, elogiou, antes de iniciar a aula de spinning no evento fitness da academia.

O segredo do sucesso

Ao contrário de outros métodos adotados por grandes academias do mercado fitness, em que o aluno não tem atenção e orientação adequadas, a Fit Park abraçou a ideia de cuidado e observação em cima das necessidades de cada um. De acordo com a gerente do negócio, Ângela Andrade, essa aproximação é possível pelo perfil diferenciado adotado pela academia, somado ao conceito wellness (saúde e bem estar completo). Ela afirma que por ser uma academia de vizinhança e mais compacta, é possível oferecer mais atenção e proporcionar maior integração entre profissionais e clientes.

“Nos envolvemos com o alcance de objetivo dos nossos alunos e os acompanhamos até que eles consigam atingir suas metas individuais”, afirma a publicitária e coach que trocou a direção de uma grande rede de academias do Distrito Federal pela gerência na Fit Park.

Para a coordenadora comercial da Fit Park, Giselle Pimentel, o desenvolvimento do negócio confunde-se com sua evolução profissional. Ela ingressou como recepcionista na academia, passando pelos cargos de consultora de vendas e, hoje, de coordenadora comercial.  

“Nos quatro anos em que estou na Fit Park, observo que a academia foi evoluindo a cada ano sempre pautada na sua missão e valores. Esforçando-se para capacitar seus profissionais e dar oportunidade para que cresçam dentro da empresa, oferecendo um serviço de qualidade e proporcionando um ambiente agradável tanto para os clientes quando para seus colaboradores. E todos esses anos serviram de aprendizado para que possamos melhorar cada vez mais. A Fit Park tornou-se uma grande família que tem seus momentos bons e ruins, mas que busca todos os dias superar os seus desafios e dos seus clientes.”, diz.

O profissional de educação física, Andrétt Costa, avalia que o resultado é também fruto de investimentos em uma infraestrutura que proporcione prazer aos clientes e da valorização profissional no ambiente de ginástica, como capacitações profissionais e adoção de planos de carreira, por exemplo. 

“Estou na academia desde sua abertura em março de 2009, ingressei como estagiário na musculação, fui efetivado como professor, passei a ser fundador do projeto que capacita e recicla nossos professores (Talento Universal) e hoje sou o Responsável Técnico e Coordenador da Musculação e Coletivas (Park Seco),. Com certeza tive uma excelente trajetória no plano de carreira e reconhecimento na Fit Park Academia. Agradeço pela confiança da Ângela Andrade e do dr. Elias Paiva (empresário)”, conclui.



Como acelerar o metabolismo e emagrecer?

ESPECIALISTA

Como acelerar o metabolismo e emagrecer?

Por Clarice Gulyas

Mesmo praticando exercícios físicos, algumas pessoas têm dificuldade para emagrecer, apelando muitas vezes para a desculpa do “metabolismo lento”, quando há baixa atividade de processamento e armazenamento de alimentos no organismo. Para burlar a genética e tornar a prática de exercícios físicos mais eficaz, nutricionista dá dicas de alimentação para acelerar o metabolismo e reduzir medidas. 

A nutricionista da Fit Park Academia, Nathália Sales, explica que “metabolismo é a quantidade de calorias gastas para realizar as funções básicas do corpo, como respirar e se manter vivo. Há um fator genético por trás disso, porém a boa notícia é que a maior parte dele pode ser modificada". Ter um metabolismo lento, segundo Nathália, significa não estar acostumado com grandes esforços e atividades, exercendo basicamente as funções primárias do corpo, com exceção de patologias como o hipotireoidismo (deficiência de hormônios produzidos pela glândula tireoide).

“As mudanças de hábitos de vida são fundamentais para acelerar o metabolismo. O ganho de massa muscular faz com que o corpo gaste mais calorias no chamado metabolismo basal (aquele que gasta calorias para realizar as funções básicas).  E a alimentação entra como papel fundamental nisso, tanto para o ganho de massa muscular, como para o consumo de alimentos chamados termogênicos (que aceleram o metabolismo).”, afirma.

Segundo Nathália, alimentos como pimenta, gengibre, canela e água gelada (que obriga o corpo a deixá-la na temperatura correta para a digestão) são exemplos que auxiliam no aumento do metabolismo. Ela também destaca que as fibras gastam mais calorias para passarem no trato digestório, enquanto o chá verde e o café possuem a cafeína, que acelera os batimentos cardíacos. 

"Os vilões são alimentos ricos em gorduras, pois irão ser consumidos primeiro ao invés de deixar para as ‘gordurinhas’ que já estão lá; e alimentos industrializados, pois possuem muitos conservantes que atrapalham o metabolismo, tornando-o lento.", adverte a nutricionista.

Além disto, comer o alimento certo na hora certa proporciona o bom funcionamento do metabolismo, deixando-o sempre ativo, já que digerir, absorver e metabolizar os alimentos faz o corpo gastar energia. O ideal é comer de três em três horas e tomar muita água para que organismo possa realizar suas funções. 

Saúde: Drible o frio e emagreça com a Power Hidro!

BELEZA

Drible o frio e emagreça com a Power Hidro!

Por Clarice Gulyas



Nessa época do ano, o clima frio não só dá aquela preguicinha, como estimula o consumo de alimentos mais calóricos e se torna vilão para quem sofre de alergias respiratórias. Para ficar com a saúde em dia e manter as medidas conquistadas até aqui, a coordenadora do Parque Aquático da Fit Park, Tereza Raquel Camargo, dá dicas. 

"A Power Hidro é uma espécie de hidroginástica, porém com intensidade mais elevada. Essa modalidade possui um gasto calórico fantástico, por isso, o emagrecimento é possível, claro, quando combinada com uma dieta balanceada", explica Tereza.

Com intensidades média e alta, o Power Hidro combina exercícios que chegam a queimar entre 400 e 500 calorias por aula, como acqua jump (mini cama-elástica individual), abdominal, exercícios localizados, entre outros.  Segundo a coordenadora do Park Aquático da Fit Park, a modalidade é indicada, principalmente, para pessoas que tem ou já tiveram lesões articulares, já que por ser praticado na água, o impacto é quase nulo. 

Tereza também destaca que por ser uma aula coletiva e dinâmica, o Power Hidro proporciona benefícios sociais e psicológicos aos praticantes, como a socialização, a elevação da autoestima, o alívio dos níveis de estresse e mais disposição.

"As aulas são dinâmicas, praticadas em grupos e com musicas agitadas, e isso auxilia na interação dos alunos. A modalidade também ajuda a combater o estresse, pois a massagem proporcionada pela água, por meio da pressão e da resistência e os alongamentos geralmente praticados no final de cada aula, relaxam o corpo e os músculos. Exercícios praticados na água diminuem a sensação de dores, transpiração e exaustão, com isso, as aulas se tornam mais prazerosas", afirma Tereza.

Além dos efeitos benéficos sobre os sistemas respiratório, circulatório e cardiovascular, que também podem ajudar na recuperação de enfermidades ou redução de sintomas, o Power Hidro também aumenta a força muscular e melhora a capacidade aeróbica, a flexibilidade e a resistência física. Quando conciliado com outras modalidades e serviços oferecidos pela Fit Park, os efeitos podem ser ainda vantajosos, seja por meio de massagens, sauna e exercícios em geral.

Assessoria de Imprensa
Clarice Gulyas
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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Artigo: Os abusos cometidos na internet e a lei brasileira

OS ABUSOS COMETIDOS NA INTERNET E A LEI BRASILEIRA



Por Humberto  Espinola 
Advogado, Professor de Direito Penal e ex-Promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

Fotos: Luis Xavier de França / Gulyas Comunicação

Com a formação de uma rede mundial de computadores, comumente denominada Internet, houve  a criação e o desenvolvimento do chamado Universo Virtual, com características existenciais próprias e específicas e cuja energia principal é a informação. A Internet é a maior expressão do mundo globalizado, conectando instantaneamente pessoas de todo o mundo, que “navegam” e se comunicam em torno de informes de todos o tipos que circulam em seus respectivos computadores.  Ademais, as características desse universo digital, principalmente a instantaneidade das interações, favorecem a liberdade de atuação e de expressão desses “navegadores”, bem próxima da anarquia, em seu sentido nobre. Essa liberdade de expressão é a  sua essência, a sua tônica e o segredo e a razão principal de seu extraordinário desenvolvimento e de seu papel revolucionário nas relações humanas.

À medida que a tecnologia informática se desenvolve e se aperfeiçoa, esse Universo Virtual se expande em todo o planeta, alcançando cada vez mais adeptos e formas de utilização, com a criação de redes, sites ou blogs congregando os mais diversos assuntos e produzindo notícias, comentários e opiniões dos seus internautas. A noção de privacidade foi alterada com o advento da Internet, e muitas vezes são os próprios indivíduos usuários que aceitam a exposição e mesmo fornecem fotos, áudios, vídeos e expõem os seus dados pessoais ao se integrarem a redes sociais ou ao adquirirem produtos por transações online.  

A expansão desse universo informático – favorecida pela facilidade de atuação e por uma liberdade de expressão nunca antes imaginada – produz diariamente informações e dados acessíveis a todos os usuários, desencadeando a democratização dessas informações.  

Porém, se esse fluxo universal e aberto de informações é capaz de proporcionar resultados benéficos, educativos e de utilidade para a vida das pessoas e para a humanidade, também pode trazer consigo abusos de diversas formas: um enorme “lixo eletrônico/virtual” composto de mentiras, falsidades, equívocos (e mesmo “desinformações”), notícias e comentários cretinos, destituídos de qualquer interesse ou importância prática. Muitos desses abusos atingem, expõem e prejudicam coletividades e pessoas, e uma parte deles se constitui de práticas criminosas, exigindo medidas de  prevenção e repressão constantes.  

Essas práticas abusivas proporcionam uma guerra mundial diária e por enquanto sem fim: de um lado, temos indivíduos que - isoladamente ou organizados em quadrilhas, agindo no anonimato ou sob falsa identidade - buscam realizar atividades abusivas e até mesmo criminosas; e do outro lado estão estruturas e agentes de serviços com a função de identificar, prevenir ou reprimir esses abusos, inclusive com inovações tecnológicas. Talvez no futuro, com o advento de novos recursos tecnológicos, se consiga um maior controle dessas práticas abusivas e dessa criminalidade.  

Em relação à prática de crimes em torno das atividades de informática, surgiu a denominação de “delitos eletrônicos” ou cibercrimes para identifica-los e distingui-los, empregada em vários países do mundo. Para esses delitos, há que se considerar duas vertentes principais. Assim, temos os crimes já existentes que são praticados por meio da Internet. São ações delituosas, já tipificadas como crimes -  fraudes, danos, calúnias, difamações, pedofilia, falsidades dos diversos tipos, racismo, xenofobia e outras discriminações, etc. – mas que se utilizam das vantagens que encontram no meio virtual para se consumarem. A outra vertente se compõe dos cibercrimes propriamente ditos, pois o seu aparecimento só se tornou possível com o uso da informática e com o desenvolvimento da Internet, como é o caso da obtenção ou uso de informações privilegiadas pelo acesso não permitido  a  computadores; a difusão de informações falsas; a realização de vandalismo ou de ato de terrorismo pela invasão de computadores ou  ocupação de redes virtuais; as diversas formas de “estelionato eletrônico”, etc.

A repressão a tais delitos, no entanto, conhece significativos obstáculos, a começar pela necessidade de localização e identificação de seus autores e partícipes, agravada pelas situações em que essas práticas delituosas são transnacionais, partindo de um país, ou de outros países, e dificultando ou mesmo impossibilitando as medidas repressivas consequentes no país onde ocorrem. 

Um fato recentemente divulgado na mídia brasileira demonstra essas dificuldades: um site denominado www.nomesbrasil.com disponibiliza para pesquisa os dados de milhares de cidadãos brasileiros, inclusive o número do cpf, bastando “clicar” o nome do interessado a ser pesquisado. Ora, em princípio esse fato por si só não constitui crime, mas seria o caso de se averiguar como esses dados foram obtidos, porque podem ter sido colhidos ilegalmente, e aí o fato passa a configurar crime. Mas mesmo não sendo crime, é um abuso, e outras medidas podem ser tomadas. Ocorre que o site mencionado está “hospedado” em um servidor internacional, denominado “GODADDY”, que tem sede no Estado do Arizona, Estados Unidos da América. E como essa “hospedagem” deve ser paga e fruto de um contrato,  o “GODADDY” não fornece a sua localização, ou a identificação de seus responsáveis, a não ser que seja obrigado pela Corte judicial do Estado do Arizona.
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Diante desses óbices apontados, e de muitos outros, uma certeza se impõe : as ações de combate a esses crimes não devem se limitar às  que são realizadas por cada país em seu respectivo território, isoladamente, e há um grande espaço para a ação conjunta transnacional, com muita cooperação entre os diversos Estados envolvidos.  

Evidenciado o reconhecimento de tal necessidade, até agora são poucas as  iniciativas no sentido de estabelecer parâmetros para uma cooperação transnacional de repressão dos abusos cibernéticos, sendo a mais notável a Convenção sobre o Cibercrime, realizada em 2001 na cidade de Budapeste sob os auspícios do Conselho da Europa, que teve a adesão dos países europeus. Ao longo dos anos essa convenção passou a ter a adesão de outros países de fora do continente europeu, como os Estados Unidos, sendo alguns da América do Sul (Argentina, Chile, Peru, etc.).  

O Brasil, um dos maiores centros de usuários de informática do planeta, vive essa guerra cotidiana, com milhares de abusos denunciados a cada ano. O “Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil/ CERT.br, mantido pelo “Comitê Gestor da Internet no Brasil/NIC-Br” divulga em seu site as estatísticas de que houve mais de quatrocentos e sessenta mil registros de problemas com ataques a computadores somente no ano de 2012 e que em 2014 esse número subiu para mais de um milhão ( www.cert.br ) !  Essa situação preocupante reclama a adoção constante de medidas preventivas e repressoras desses abusos, sendo de grande e fundamental importância a  instituição de leis regulamentadoras dessas atividades no território brasileiro, capazes de satisfazer, ao mesmo tempo, a  liberdade de atuação e a proteção da privacidade dos usuários, como também proporcionar o necessário enquadramento das situações abusivas e penalizar os  seus responsáveis.

Apesar de não ter aderido à Convenção de Budapeste até o presente momento, o Brasil tomou algumas iniciativas adotadas nesse evento, com a inserção de algumas tipificações de cibercrimes em alguns diplomas legais, como a Lei 8.069, de 1990/Estatuto da Criança e do Adolescente, onde  foram acrescentados os artigos 241-A, 241-B, 241-C, 241-D e 244-B, contemplando algumas situações de pedofilia e de corrupção de menores, e a Lei 7.716, de 1989, que define os crimes resultantes de discriminação. Além dessas previsões pontuais, alterações no Código Penal proporcionaram a introdução de novos tipos de cibercrimes, sobretudo com o advento  da Lei 12.737, de  30 de novembro de 2012. Dentre esses novos crimes, cabe citar: 

- Divulgação sem justa causa de informações sigilosas ou reservadas contidas ou não em um sistema de informações ou banco de dados da Administração Pública”, artigo  153, parágrafo 1-A; 

- Invasão de  dispositivo informático alheio com o fim de  obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do titular, ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita, artigo 154-A, parágrafos 1˚ a 5˚;

- Interrupção ou perturbação  de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública, artigo 266, parágrafo 1˚;

- Falsificação de cartão de crédito e de débito, artigo 298, parágrafo único;

- Inserção de dados falsos em sistema de informações por funcionário público, artigo 313-A; 

- Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações da administração pública feita por funcionário público, artigo 313-B;

- Violação do sigilo funcional ao sistema de dados da administração pública por acesso indevido de funcionário público, artigo 325, parágrafo 1˚, I.

Importa destacar que todos esses crimes são dolosos, e o enquadramento de cada deles exige que o agente que o pratica, ou dele participe, tenha a vontade de realiza-lo ou participar dessa realização. Por sua vez, a maioria dessas novas infrações penais, certamente por atentarem contra a privacidade e o foro íntimo, exige da vítima a iniciativa de representação junto a Polícia ou o Ministério Público para que haja a sua apuração. As exceções de iniciativa pública ficam por conta dos delitos que atingem a administração pública direta e empresas concessionárias, ou qualquer dos poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

 É de se assinalar, ainda, que o enquadramento de determinados fatos em determinados crimes encontra dificuldades, ou mesmo impossibilidades, proporcionadas pelas mudanças em alguns conceitos de importância fundamental nas relações virtuais, como é o caso do que à hora atual se considera como privacidade.   A propósito – e vale como exemplo - noticiou recentemente o “Correio Braziliense” (1/5/2015) que “as pessoas que costumam postar fotos no Facebook, no Instagram e em outras redes sociais nas quais aparecem em lanchas, hotéis, casas luxuosas ou em viagens podem estar em sendo monitoradas pelo fisco”, seguindo-se de surprendente declaração do próprio Secretário da Receita Federal do Brasil, admitindo candidamente tal monitoramento: “As redes sociais são fontes bastante ricas de informações para a Receita e para a fiscalização aduaneira”. Também recentemente, o Supremo Tribunal Federal proferiu decisão inusitada, reconhecendo que não há qualquer ilegalidade na divulgação via Internet do quantum do salário mensal percebido por servidor público, indeferindo ações interpostas por supostos prejudicados, dentre os quais membros qualificados do Judiciário.

Ademais das citadas disposições de tipificações penais, leis importantes para a atividade informática foram editadas no País, cabendo citar a Lei 9.609, de 1998, a chamada “Lei do Software”, dispondo sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador. Muito recentemente, a Lei 12.965/2014 convalidou “princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil”, reunindo o chamado “Marco Civil da Internet” As disposições dessa nova lei contemplam  medidas de proteção genérica à liberdade de expressão, ao direito à privacidade e à preservação dos dados pessoais dos usuários e dos registros com o uso de computadores, e estabelece medidas regulamentadoras - com algumas obrigações – para a atuação dos administradores de sistemas, provedores e  servidores de redes sociais, prevendo as hipóteses de responsabilização dos agentes, de acordo com as suas atividades, pelos abusos que venham a ser cometidos.

É ainda muito cedo para avaliar os efeitos das disposições legais ora comentadas, especialmente os seus reflexos na criminalidade brasileira. Não obstante, considerando a sua repercussão transnacional, certamente persiste a necessidade de uma discussão mundial em torno do tema, especialmente em relação à repressão dos abusos e aos crimes decorrentes do uso cada vez mais crescente da Internet, com a uniformização dessas condutas, intercâmbio de informações e dados e regras para ações de cooperação entre os diversos países.

Essa discussão poderia incluir em sua pauta  o maior emprego de sanções administrativas e pecuniárias para responder aos abusos da Internet, como medidas repressivas mais eficazes, menos “policialescas” e mais condizentes com o clima libertário do “Universo Virtual”, limitando os tipos de crimes para as situações de maior gravidade.

Outro caminho plausível é o investimento em educação do usuário, com maior iniciativa nesse sentido por parte dos provedores e servidores e redes sociais, a exemplo do que atualmente faz o já citado “Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil/CERT.br”, mantido pelo “Comitê Gestor da Internet no Brasil/Nic.br”, com a divulgação da “Cartilha de Segurança para Internet”, acessível a todos ( www.cert.br).

Contudo, a tomada de  medidas repressivas de vários matizes  e a instituição de novas tipificações criminais  jamais deverão chegar ao ponto de retirar a condição essencial ao êxito e sobrevivência da Internet : a liberdade de expressão dos seus usuários.



ENTREVISTA AO CORREIO BRAZILIENSE EM 1° DE MAIO DE 2015:







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