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terça-feira, 29 de maio de 2012

Mais saúde e disposição no inverno

Mais saúde e disposição no inverno

Praticar atividade física nessa época do ano reduz a sensação de dores no corpo, previne lesões musculares e fortalece o sistema imunológico contra gripes e resfriados


O inverno ainda está por vir, mas já há quem brigue com o despertador para curtir o friozinho por mais alguns instantes debaixo das cobertas. Mas é nessa época que o consumo por doces aumenta e a sensação de dores no corpo também. Para manter a saúde e ficar em dia com a balança, a prática de atividades físicas é uma das soluções.

O professor de educação física Carlos Fernandes, especialista em Treinamento de Força e Musculação, afirma que é comum a evasão nas academias com a chegada do inverno. E alerta que fazer exercícios nesse período contribui para reduzir as sensações de dores e ainda para fortalecer o sistema imunológico contra gripes e resfriados, inclusive, com a prática de atividades aquáticas. “Quando o exercício é orientado, com o devido volume e intensidade adequados, a pessoa pode potencializar o sistema imunológico e até mesmo evitar lesões musculares, muito comuns nessa época do ano, com a falta de exercícios”, explica.

Em temperaturas mais baixas, a energia consumida pelo organismo é maior, por isso, as pessoas tendem a optar por alimentos mais calóricos como queijos e chocolates, por exemplo. Para driblar a preguiça e reverter os efeitos da gula, Carlos Fernandes indica atividades indoor como musculação e natação. Também sugere a mudança de horário e de modalidades durante a estação do inverno para aliar disciplina e comodidade.

Exemplo de saúde e disposição, a funcionária pública Cecília Parente, 30 anos, mal espera o dia nascer para ir à academia aonde malha. Todos os dias ela chega às 6 horas para correr e treinar musculação. “A grande dica é a boa e velha disciplina. Fora isso, tudo é uma questão de organização: planejar o tempo de atividade física, de trabalho, de estudo, de diversão, e, assim, você cumpre todos com prazer e ainda produz a endorfina, que é essencial para enfrentar as dificuldades diárias”, incentiva.


Assessoria de imprensa
(Fit Park Academia / Asa Norte)
Clarice Gulyas  ou  Janaína Castro
(61) 8313 4019 /  8177 3832 / 8428 0719

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Obrigada, imprensa!



DIA NACIONAL DA ADOÇÃO (25 de maio de 2012)
Resumo do clipping (de 10 e 25 de maio)


20 entrevistas concedidas entre 10 e 25 de maio de 2012
 11 entrevistas para TV
 3 entrevistas para rádio
 2 entrevistas para sites
... 2 entrevistas para jornais impressos
 2 entrevista para revista
 *OBRIGADA A TODOS DA IMPRENSA!!*

Ass. Clarice Gulyas
( assessoria de imprensa voluntária da ong Aconchego Brasília )

 Correio Braziliense, Sbt Brasília, Record Brasília, Jornal de Brasília, rádios EBC, CBN, Band News, Bom Dia DF e DFTV (Rede Globo), TV Rede Vida, TV RBS (Globo RS), TV Justiça, programa Tendências e Negócios (TV Brasília), revistas Tendências e Negócios, Plano Brasília ...e tantos outros veículos!

 Vocês ajudaram a fazer a diferença nesse dia!

Clarice Gulyas - um jornalismo que tem cara!


Clarice Gulyas

Jornalista formada pelo Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB) e estudante de pós-graduação em Gestão de Comunicação Organizacional no Centro Universitário de Brasília (Ceub). Trabalhou como estagiária na Assessoria de Comunicação Social da Administração Regional do Varjão e atuou como repórter da revista Plano Brasília. Recebeu o prêmio Ouro de melhor plano de comunicação do Projeto Integrador do IESB em 2010 e foi responsável pelo atendimento de contas de uma agência de comunicação por dois anos. Atualmente é assessora de imprensa da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CNTA), produtora e repórter do programa Tendências e Negócios da TV Brasília, e trabalha como assessora de imprensa para empresas privadas de pequeno e médio porte em Brasília. Além disso, é voluntária realizando assessoria de imprensa gratuita para a ong Aconchego, que há mais de 15 anos incentiva a adoção de crianças através de diversos projetos no DF e em todo o Brasil.
@Claricegulyas ou
claricegulyas@gmail.com

terça-feira, 22 de maio de 2012

Aumenta número de adoções legais no DF


Aumenta número de adoções legais no DF

Apesar da redução de processos, as adoções intermediadas
pela Justiça atingiram 53% em 2011



Por Clarice Gulyas
Fotos: Aconchego

Às vésperas do Dia Nacional da Adoção, 25 de maio, brasilienses comemoram o aumento do número de crianças adotadas com intermédio da Justiça no Distrito Federal. Apesar da redução de processos nos últimos dois anos, as adoções legais atingiram 53% em 2011. Em visibilidade à data comemorativa, Brasília irá sediar, nos dias 7, 8 e 9 de junho, o 17º Encontro Nacional de Apoio à Adoção (Enapa), que será realizado no Hotel Nacional, com abertura no Senado Federal.

De acordo com a 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF,  antes da Lei 12.010/2009, Nova Lei de Adoção, entrar em vigor, em média 80% das adoções realizadas no DF ocorriam sem a mediação prévia da Justiça. A partir da alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os acolhimentos de crianças por pessoas não inscritas no cadastro de habilitados foram restringidos, conforme o parágrafo 13 do artigo 50.

A partir disto, o órgão registrou diminuições no recebimento de novos processos de adoção. No ano em que a Nova Lei da Adoção foi sancionada, 298 foram distribuídos, enquanto em 2010 esse número caiu para 158, seguido por 143 em 2011. Já quanto às sentenças realizadas, a 1ª Vara da Infância e Juventude registrou 87 adoções em 2009, com o aumento de 195 em 2010 e queda para 167 em 2011. No entanto, mais da metade das adoções efetuadas em 2011 foram mediadas pela Justiça, com 53%.  Nos anos anteriores esses números representavam 28% e 18%, em 2010 e 2009, respectivamente.

As informações são do supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, Walter Gomes, que afirma que a busca por crianças com características específicas ainda são a grande barreira enfrentada por mais de 5 mil crianças em todo o Brasil que aguardam pela adoção. De acordo com Walter, das 410 famílias habilitadas para adotar no DF, 380 procura por uma criança com menos de 2 anos de idade, que seja branca, saudável e sem irmãos. Em contra partida, o DF possui 19 instituições de acolhimento onde vivem cerca de 450 crianças e adolescentes, sendo 148 aptas para adoção.

“O cenário nacional para a adoção ainda continua sendo um cenário extremamente pessimista. É imprescindível que as famílias reflitam e modifiquem esse perfil desejado de criança a fim de que estas, que já estão disponibilizadas nas instituições de acolhimento, tenham a oportunidade de conhecerem uma família e de serem acolhidas”, avalia Walter.

Amor sem restrições

A mamãe de primeira viagem, Ana Carolina Longo, comemorou esse ano seu primeiro Dia das Mães ao lado dos filhos adotivos Gabriel (5) e Thaís (2), que são irmãos biológicos. “Algumas pessoas acham que o ato da adoção é um ato sublime, quando na verdade é um ato de ter um filho de forma diferente. Nada de mágico, nada de caridade. É impressionante como a gente se reconhece como família desde o primeiro momento. Eu acho que essa data vai ser bem especial por ser meu primeiro Dia das Mães”, afirma.

O preparo de Ana Carolina durante o processo de adoção teve participação da ong Aconchego, que trabalha há 15 anos esclarecendo e preparando futuros pais e mães na hora de adotar, além de propor maior reflexão acerca do perfil adotivo. Pela importância do projeto, a ong será responsável por sediar o 17º Encontro Nacional de Apoio à Adoção (Enapa), como parte do programa Fortalecimento da Rede Nacional de Apoio à Convivência Familiar e Comunitária. Na ocasião, o evento reunirá o Sistema de Garantias de Direito e grupos de apoio à adoção de todo o país para discutir um pacto social que tem como slogan a frase “Unir para Cuidar”. Estarão presentes no evento representantes do poder Judiciário, Ministério Público, e famílias que estão no processo de adoção e que já adotaram, assim como estudantes de direito, serviço social e psicologia. O evento é gratuito e as inscrições estão abertas no site www.aconchegodf.org.br/unirparacuidar

“O evento terá como principal temática a promoção, defesa e garantia dos direitos das crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional, e também a preparação dos futuros pais e assim garantir o direito à família e o sucesso da adoção legal”, explica a psicóloga Soraya Pereira, presidente da Aconchego e organizadora do evento.


Serviço:Dia 7, às 14h:
Auditório Petrônio Portela – Senado Federal (entrada pelo Anexo II – Via N2)

Dia 8, às 9h:
Hotel Nacional – Salão Azul (Setor Hoteleiro Sul, Qd 1, Bloco A)

Dia 9, às 8h30:
Hotel Nacional – Salão Azul (Setor Hoteleiro Sul, Qd 1, Bloco A)

Informações: Aconchego http://www.aconchegodf.org.br / (61) 3963 5049



Assessoria de imprensa (Aconchego)(61) 8313 4019 / 8177 3832 / 8428 0719
Janaína Castro e Clarice Gulyas
Janaína Castro e Clarice Gulyas

domingo, 20 de maio de 2012

Quanto dura um rinoceronte?


Quanto dura um rinoceronte?
Bióloga brasiliense lança livro infantil em resposta
ao verso homônimo de Pablo Neruda
   


Por Clarice Gulyas 

Já parou para pensar Quanto dura um rinoceronte? A bióloga Nurit Bensusan, sim.  E trouxe as respostas em um divertido livro infantil que revela os diversos tipos de animais da espécie e trata das dificuldades de preservação dos rinocerontes e seus habitats. Baseado no Livro das Perguntas, de Pablo Neruda, Quanto dura um rinoceronte? (editora Peirópolis)  será lançado nesse sábado (26/5), às 16h, no  Café Ernesto (115 sul).  A programação inclui um bate papo casual com a autora, oficinas de jogos com temas biológicos e aulas de yoga para a criançada. O evento é aberto à comunidade.

“Quanto dura um rinoceronte depois de ser enternecido?”. A curiosidade trazida em um dos versos do poeta chileno Pablo Neruda, aliada à vontade de escrever pela primeira vez para o público infantil, serviu de inspiração para o mais novo trabalho da bióloga Nurit Bensusan, também autora das obras Biodiversidade: é para comer, vestir ou passar no cabelo e Meio Ambiente: e eu com isso?, da mesma editora.

“Sempre quis escrever uma resposta ambiental para essa pergunta tão instigante.  Acho que as informações sobre o rinoceronte, como espécie ameaçada, são interessantes, mas há também um  convite à reflexão e um bom momento de contemplação da beleza das ilustrações feitas pela ilustradora Taisa Borges”, comenta Nurit, que também desenvolve jogos com temas biológicos como forma de popularizar a ciência e despertar a conscientização ambiental em crianças e adolescentes.

Nas 45 páginas ultra coloridas de Quanto dura um rinoceronte? as respostas em torno do que comove o rinoceronte contemplam informações sobre as cinco espécies que vivem ou já viveram na Terra. A solidão dos mamíferos e a caça predatória, principalmente com a comercialização ilegal dos chifres dos animais para o uso na medicina oriental são outros pontos tocados pela autora. “Muitos rinocerontes ainda morrem por causa do chifre. Ele é feito de pelos compactados e queratina, o mesmo material das nossas unhas. Será que ele é um remédio? Não sei, mas não parece bom para o rinoceronte”, diz um dos trechos do livro, que pode ser adquirido pelo site: www.editorapeiropolis.com.br 


Oficina de jogos e aulas de yoga
Durante o lançamento do livro, o público infantil terá a oportunidade de fazer novas amizades e colocar em prática seus conhecimentos sobre o meio ambiente com os jogos da Biolúdica, criados por Nurit Bensusan.  Além de propor maior interação entre os jovens em plena era digital, os jogos Bioquê? e Tsunami ultrapassam a ideia de passatempos educativos e oferecem um entretenimento inteligente onde meninos e meninas a partir de 7 anos de idade entram em contato com o universo da ciência e superam desafios onde a regra principal é conhecer e preservar o meio ambiente.

Outra atração do evento serão as aulas de yoga voltadas para o público infantil, ministradas pela professora Dayse Rose. Segundo ela, a prática dos exercícios vai além dos benefícios físicos como a melhora da postura e da respiração, e contribui para a socialização das crianças. “Nós trabalhamos além da prática de ásanas (posturas), as relações interpessoais, abordando valores éticos e morais, como a verdade, a não violência, a autodisciplina, que leva a concentração; trabalhamos também a autoestima da criança, o respeito ao próximo”, diz Dayse.


Sobre Nurit Bensusan
Bióloga e engenheira florestal, é pós-graduada em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Ecologia e doutora em Educação pela Universidade de Brasília. É autora do blog Nosso Planeta, do jornal O Globo ( http://oglobo.globo.com/blogs/nossoplaneta ), uma de suas plataformas de popularização da ciência, e criadora da Biolúdica ( http://www.bioludica.com.br ), oficina de jogos com temas biológicos voltada para crianças e adolescentes.. Participa também do coletivo de ideias Biotrix ( www.biotrix.com.br ). Com diversos livros publicados, entre eles Biodiversidade: é para comer, vestir ou passar no cabelo e Meio Ambiente: e eu com isso? (editora Peirópolis), foi responsável pela área de biodiversidade e coordenadora de políticas públicas do WWF Brasil, coordenadora de biodiversidade no Instituto Socioambiental e coordenadora do núcleo de gestão do conhecimento do Instituto Internacional de Educação do Brasil.





Serviço:
Quanto dura um rinoceronte?
Data: 26 de maio
Hora: 16h
Local: Café Ernesto (115 Sul)
Ingresso: entrada franca
Informações: (61) 8177 3832
Site:
www.bioludica.com.br





Segue algumas reportagens recentes com
a bióloga Nurit Bensusan:

Jogos infantis incentivam preservação do meio ambiente - Biolúdica na TV RBS! 16/4/2012

 

Bióloga cria jogos de cartas com temas ecológicos - Bom Dia DF (Globo)

 

Para aprender e se divertir: jogos da Bioludica ganham reportagem especial na Tv Justiça! Confira: http://vimeo.com/42360411

Para aprender e se divertir: jogos da Bioludica ganham reportagem especial na Tv Justiça! Confira: http://vimeo.com/42360411 Programa EcoSenado revela jogos com temas biológicos em Brasília

 

Assessoria de Imprensa / Biolúdica:
Clarice Gulyas (61) 8177 3832 / 8428 0719 claricegulyas@gmail.com

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Clarice Gulyas - assessoria de imprensa

Clarice Gulyas  (Registro profissional: 9529 -TRT DF)

Jornalista formada pelo Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB) e estudante de pós-graduação em Gestão de Comunicação Organizacional no Centro Universitário de Brasília (Ceub). Com larga experiência em assessoria de imprensa, atuei nos ramos governamental, jurídico e sindical, atendendo diretamente empresas e instituições diversas como o colégio Leonardo da Vinci, escritórios de advocacia como o Alino e Roberto & Advogados, e ainda a Associação das Empresas Coletoras de Entulhos e Similares do Distrito Federal (Ascoles).

Nos veículos de comunicação, atuei como repórter na revista Plano Brasília, fiz colaborações em jornais como o Jornal da Comunidade, também me dediquei a um programa semanal na rádio comunitária do Varjão e recebi o prêmio Ouro de melhor plano de comunicação do Projeto Integrador do IESB em 2010.  Recentemente cobri Cultura para o site Brasiliagenda e atualmente trabalho como produtora e repórter do programa e da revista Tendências e Negócios, da TV Brasília, e como assessora de imprensa da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA). Além disso, como diretora da Gulyas Comunicação, atendo empresas de pequeno e médio portes com o auxílio de uma jornalista profissional, e atuo como jornalista voluntária da ong Aconchego, que incentiva adoção de crianças em Brasília.

Contato: claricegulyas@gmail.com / (61) 8177 3832 / 8428 0719 / @ClariceGulyas


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Meu carro foi totalmente riscado na quadra 705 Sul, bloco A, casa 43, em Brasília na última quinta, dia 3 de maio!
Confira a reportagem da Rede Record sobre o assunto!

Video exclusivo:

Simplesmente mães

Simplesmente mães
Quando o assunto é adoção, o instinto materno fala mais alto


Por Clarice Gulyas
Foto: lançamento do projeto Novos Vínculos Afetivos da Ong Aconchego (DF)

Ao decretar o segundo domingo do mês de maio o Dia das Mães, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas consagrou a data "em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar e desenvolver no coração humano, contribuindo para seu aperfeiçoamento no sentido da bondade e da solidariedade humana." Não é por coincidência que no dia 25 desse mês também é comemorado o Dia Nacional da Adoção, tema que traz em sua maioria as mulheres como principais pretendentes por gênero no país, segundo dados atuais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Esperar por um filho sem saber como e nem quando ele irá chegar. O desejo de ser mãe sempre fez parte dos planos da analista de redes de computadores, Cleciani Cabral, 32 anos. Mas ao decidir enfrentar a fila da adoção há quatro anos em busca de duas novas irmãs para o casal de filhos Giordana (9) e João Victor (6), ela e o marido, André Cabral, 33 anos, resolveram ir contra a maioria dos candidatos a pais adotivos e abriram mão de qualquer tipo de restrição. Foi aí que Carolina e Maria Vitória, de 7 e 3 anos, ambas com deficiências físicas e mentais, completaram de vez a família. “Optamos por um perfil que podemos chamar de fora do padrão, pois em vez de colocar somente bebês, o estendemos a crianças maiores, grupo de irmãos e crianças com deficiência”, revela o casal, que sempre acompanhou a evolução dos processos de adoção.
Portadora da rara Síndrome de Moebius, Carolina possui atraso mental e autismo severo, enquanto Maria Vitória não tem o cerebelo totalmente desenvolvido que interfere, por exemplo, na coordenação motora, equilíbrio e cognição. Estrábica em alto grau, são inúmeras as dificuldades que Maria Vitória e a irmã, que não anda, enfrentam diariamente e que talvez poderiam ser ainda piores sem o esforço, a dedicação e o amor incondicional dispensados pelos pais. “Tentamos não privá-las de nenhum tipo de lazer que a família participe, mas respeitamos as limitações de ambas e sabemos até onde cada uma pode chegar. As dificuldades existem, mas tomamos a decisão de adotá-las com bastante responsabilidade e apesar de tudo, é maravilhoso tê-las como filhas e em nosso convívio familiar”,afirma o casal, que já sofreu discriminação em ambientes públicos.

Já para a mamãe de primeira viagem, Ana Carolina Longo, a data será inesquecível ao lado dos filhos adotivos Gabriel (5) e Thaís (2), irmãos biológicos. “Algumas pessoas acham que o ato da adoção é um ato sublime, quando na verdade é um ato de ter um filho de forma diferente. Nada de mágico, nada de caridade. É impressionante como a gente se reconhece como família desde o primeiro momento. Eu acho que essa data vai ser bem especial por ser meu primeiro Dia das Mães”, afirma, emocionada.

Panorama da adoção no Brasil

De acordo com dados de abril do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil possui 5 mil crianças e adolescentes disponíveis para adoção. Apesar de esse número representar menos da metade do total de pretendentes cadastrados no país, de aproximadamente 28 mil pais e/ou mães, a procura por recém-nascidos saudáveis, do sexo feminino e de cor branca ainda é um dos principais fatores que distanciam cada vez mais as crianças do convívio familiar, já que este perfil não faz parte da realidade das mais de 2 mil entidades de acolhimentos do Brasil. Enquanto quase 10 mil pretendentes aguardam por crianças brancas, apenas 593 adotariam apenas uma criança negra. Esse número é ainda menor quando diz respeito às de cor amarela, com 344, ou indígenas, com 332 interessados.
Outro problema enfrentado pela Justiça gira em torno da preferência por crianças de até 3 anos de idade, sem irmãos e sem problemas de saúde. Em sua maioria, os casais são os maiores interessados em adotar, sendo que dos 27.813 pretendentes cadastrados atualmente, 24.818 são casais - 2.645 são do sexo feminino e 349 do sexo masculino. “O cenário nacional para a adoção ainda continua sendo um cenário extremamente pessimista. É imprescindível que as famílias reflitam e modifiquem esse perfil desejado de criança a fim de que estas, que já estão disponibilizadas nas instituições de acolhimento, tenham a oportunidade de conhecerem uma família e de serem acolhidas”, avalia Walter Gomes, supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal.

Conscientização e responsabilidade social
Em Brasília, a Ong Aconchego trabalha há 15 anos com a temática da adoção e convivência familiar e comunitária. O grupo atua esclarecendo e preparando futuros pais e mães, e capacitando técnicos da área com a intenção de diminuir o tempo de acolhimento de crianças e adolescentes, além de propor maior reflexão acerca do perfil adotivo para contribuir com uma adoção mais responsável, legal e para sempre. Mãe por adoção, a cantora Elba Ramalho foi eleita recentemente madrinha do Aconchego por se dedicar à causa há mais de dez anos.

A Ong brasiliense realiza atualmente dois importantes programas em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência e Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda): o projeto Novos Vínculos Afetivos para Crianças e Adolescentes, que capacitou 33 profissionais de todo o país para atuarem como multiplicadores de informação no preparo da adoção e sobre a tecnologia de apadrinhamento afetivo; e o 17º Encontro Nacional de Apoio à Adoção (Enapa), que será realizado entre os dias 7 e 9 de junho como parte do projeto Fortalecimento da Rede Nacional de Apoio à Convivência Familiar e Comunitária. Na ocasião, o evento reunirá o Sistema de Garantias de Direito e grupos de apoio à adoção de todo o país para discutir um pacto social que tem como slogan a frase “Unir para Cuidar”. O evento é gratuito e as inscrições estão abertas no site www.aconchegodf.org.br/unirparacuidar

“O evento teve como principal temática a promoção, defesa e garantia dos direitos das crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional, e também a preparação dos futuros pais e assim garantir o direito à família e o sucesso da adoção legal”, explica a psicóloga Soraya Pereira, presidente da Aconchego.

Assessoria de imprensa (Aconchego)
(61) 8313 4019 / 8177 3832 / 8428 0719 (Janaína Castro ou Clarice Gulyas)