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quinta-feira, 13 de julho de 2017

CNTA promete reação contra a reforma trabalhista

CNTA promete reação contra a reforma trabalhista 

Entidade alerta sobre a possibilidade do aumento da pobreza e a diminuição de oportunidades no mercado de trabalho




A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) notificou, nessa quarta (12/07), sindicatos e federações representantes dos trabalhadores das indústrias da Alimentação para reagir à aplicação da reforma trabalhista. Entidade irá ingressar na Justiça do Trabalho pela inconstitucionalidade da lei, além de promover manifestações e, possivelmente, greves.

"Agora, chegou a hora da luta e da resistência nas bases. Vamos manter unidos os sindicatos, as federações e as confederações de trabalhadores, e não vamos permitir a aplicação de nenhum item deste monstro chamado Reforma Trabalhista, que retira direitos dos trabalhadores e desmonta o movimento sindical.", convoca trecho de ofício enviado a cerca de 350 entidades ligadas a 1,6 milhão de trabalhadores no País.

De acordo com o Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA, a categoria já está mobilizando e conscientizando a classe trabalhadora em suas bases, inclusive, denunciando os parlamentares que votaram a favor do PLC 38/2017.

"Na primeira ameaça de aplicação de qualquer ponto em prejuízo do trabalhador, vamos entrar com ação na Justiça do Trabalho alegando inconstitucionalidade da lei, vamos fazer manifestações e, se preciso, greves.", afirma a CNTA.


Na avaliação de Rita de Cássia Vivas, assessora jurídica da CNTA, a nova lei significa subtração dos direitos trabalhistas e precarização das relações de trabalho. Quanto à inconstitucionalidade da lei, a advogada destaca o descumprimento do artigo terceiro da Constituição Federal, que garante a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, o desenvolvimento nacional, a erradicação da pobreza e a marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais, além da promoção do bem de todos, "sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

"A aprovação da reforma trabalhista demonstra, claramente, que estamos vivenciando um verdadeiro retrocesso social. E o pior: esse retrocesso será sentido e lamentado por toda sociedade, até mesmo aqueles que sinalizaram favoráveis à aprovação, haja vista que experimentaremos o aumento da pobreza bem como a diminuição das oportunidades, o que culminará num verdadeiro abismo social, considerando o desrespeito ao princípio da dignidade da pessoa humana.", afirma.

Fotos Artur Bueno de Camargo

Fotos Rita de Cássia Vivas


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terça-feira, 11 de julho de 2017

CNTA quer "globalizar" luta sindical para barrar abusos políticos e econômicos

CNTA quer "globalizar" luta sindical para barrar abusos políticos e econômicos

Entidade expôs preocupação com crise brasileira durante encontro latino-americano dos representantes dos trabalhadores das indústrias alimentícias




Representante de 1,6 milhão de trabalhadores no país, a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) busca a unidade internacional da categoria. Durante abertura da 39ª Reunião do Comitê Executivo União Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (UITA), em Brasília (DF), a entidade apresentou um panorama do Brasil com as principais dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores e o movimento sindical. O evento reuniu aproximadamente 25 entidades ligadas a pelo menos nove países, entre eles Argentina, República Dominicana, Costa Rica, Peru, Nicarágua, México, Uruguai e Panamá.

A preocupação da delegação brasileira foi oficializada em um informativo entregue à UITA. No texto, confederações representantes dos trabalhadores rurais, da Alimentação e Turismo, defendem a criação de um Comitê Latino-americano de Integração da UITA, a ser apresentado como proposta para o Congresso Mundial da entidade, previsto para agosto. Nesta terça (11/07), um novo documento deverá sugerir formas de ações integradas, que deverão ser discutidas no encontro.

"O sistema capitalista é globalizado e organizado para retirar direitos e explorar a classe trabalhadora, de tal forma que nós ainda não conseguimos também globalizar a luta sindical. O que estamos propondo é que haja uma integração maior das representações dos trabalhadores juntamente com a internacional para unificarmos nossas ações. Além de resoluções, que servirão para nos mostrar o caminho certo a ser seguido, precisamos de ações integradas na prática, e isto só é possível a partir da discussão de propostas concretas, seja aqui, no Brasil, ou em outros países", comenta Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA.

Norberto Latorre, presidente do Comitê Executivo Latino-americano da UITA, avalia positivamente a iniciativa e afirma que a intenção da entidade é fortalecer cada vez mais a integração da regional latino-americana com a UITA mundial. Segundo ele, este tipo de intercâmbio é importante para discutir as principais dificuldades da categoria, sobretudo àquelas recorrentes na América Latina.
"Algumas das questões mais preocupantes são a questão econômica, o desemprego, o trabalho precário, e o crescimento da terceirização, que afeta não só os trabalhadores, mas o movimento sindical, já que a terceirização retira o trabalhador da estrutura sindical, retirando também sua proteção, gerando um trabalho precário. E a missão do dirigente sindical é tentar controlar esta situação.", afirma.

Na abertura da 39ª Reunião do Comitê Executivo da UITA, sindicalistas repudiaram as reformas trabalhista e previdenciária do governo brasileiro e apoiaram as lutas e as manifestações da classe trabalhadora.

Fotos:
http://tinyurl.com/ybtv7txk


terça-feira, 4 de julho de 2017

Quadrilha a Cavalo anima festa julina do Centro Hípico Lago Sul

Quadrilha a Cavalo anima festa julina do Centro Hípico Lago Sul

Evento arrecada alimentos não perecíveis para doação a instituições carentes



O Centro Hípico Lago Sul (CHLS) realiza neste sábado (8/7), às 19h, seu tradicional Arraiá a Cavalo. Com decoração alegre, touro mecânico, forró e diversidade de comidas típicas, como arroz carreteiro, pamonha, caldos, quentão, canjica e bolos, o evento tem como atração principal a Quadrilha a Cavalo, com apresentação dos alunos de equitação e hipismo do CHLS. O evento é gratuito e arrecada agasalhos e alimentos não perecíveis para doação a instituições carentes.

Serviço:
Data: 8 de julho de 2017 (sábado)
Hora: 19h
Local: Centro Hípico Lago Sul
Endereço: Área de condomínios do Lago Sul (subida da Ponte JK, entrada dos condomínios Solar de Brasília 2 e 3 - Fazenda Piquet
Classificação: livre
Entrada: gratuita
*Arrecadação de agasalhos e alimentos não perecíveis para doação a instituições carentes.
Informações: (61) 3339-0852 / 98159-1331

quinta-feira, 29 de junho de 2017

CNTA quer criação de "comitê preventivo" para evitar demissões na JBS

CNTA quer criação de "comitê preventivo" para evitar demissões na JBS

Representante nacional da categoria também adverte a possibilidade do aumento de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho nas unidades da empresa



Preocupada com os reflexos negativos a partir das delações da JBS, que admitiu a prática de esquema criminoso para expansão dos negócios, a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) reivindicou ao Ministério do Trabalho a criação de um "comitê preventivo tripartite". A entidade oficializou o pedido por meio de ofício protocolado na Pasta no dia 21 de junho. Atualmente, a JBS é responsável pelo emprego de aproximadamente 133 mil dos 550 mil trabalhadores das indústrias frigoríficas do Brasil.

"Diante de todo o panorama que vem ocorrendo, envolvendo os controladores da empresa, que confessaram pagamentos de propina, subornos, doações ilegais e outras práticas criminosas amplamente noticiadas, não resta nenhuma dúvida que estes fatos geram uma tensão enorme aos milhares de trabalhadores empregados nas unidades da JBS", diz o documento.


Segundo a CNTA, a categoria sofre uma tensão generalizada com o medo da perda do emprego e alerta a possibilidade do aumento de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais nas unidades da JBS, dona das marcas Friboi e Seara.


Recentemente, dados da Secretaria de Previdência apontam o aumento do número de concessões de auxílio-doença por transtornos de ansiedade nos últimos anos, com um salto de 22,6 mil, em 2012, para 26,5 mil, em 2016. Já as despesas com o benefício somaram R$ 1,3 bilhão nesse período.

"Entendemos ser prudente criarmos um comitê preventivo tripartite, com representações dos trabalhadores, empresas e governo, objetivando proporcionar medidas capazes de tranquilizar os trabalhadores e evitar que mais milhares deles venham se juntar aos já milhões de desempregados", reivindica a CNTA ao Ministério do Trabalho.


Assessoria de Imprensa
Clarice Gulyas
(61) 98177-3832 TIM/ Whatsapp
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terça-feira, 27 de junho de 2017

(10 a 21/7) Colônia de Férias a Cavalo tem inscrições abertas





O Centro Hípico Lago Sul abre inscrições para a sua tradicional Colônia de Férias a Cavalo. No período de 10 a 21 de julho, crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos poderão praticar equitação e conhecer um pouco mais sobre o universo dos cavalos, acompanhando e participando do seu trato diário, como aprender a dar banho, escovar o pelo e até encilhar o animal. A programação inclui brincadeiras ao ar livre, trilhas, gincanas, pescaria, festival de sorvete, e muito mais. O evento conta com profissionais experientes e o apoio permanente de serviço de emergência e UTI médica móvel. As vagas são limitadas e podem ser feitas pelos telefones (61) 3339-0852 e (61) 98159-1331. 

Serviço:
Datas: de 10 a 14 de julho de 2017, e de 17 a 21 de julho de 2017
Hora: das 14h às 18h
Local: Centro Hípico Lago Sul
Endereço: Área de condomínios do Lago Sul (subida da Ponte JK, entrada dos condomínios Solar de Brasília 2 e 3 - Fazenda Piquet
Classificação: 7 a 14 anos
Investimento: R$ 450,00 (inclui lanche e camiseta)
*Acampamento de sexta para sábado com a cobrança de taxa extra no valor de R$ 100,00
Informações: (61) 3339-0852 / 98159-1331 / secretaria.hipicalagosul@gmail.com


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Clarice Gulyas
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Clara Arreguy lança dois novos títulos na 33ª Feira do Livro de Brasília

Clara Arreguy lança dois novos títulos na 33ª Feira do Livro de Brasília

Com sensibilidade perspicaz, autora apresenta romance adolescente na ditadura e a demência pela ótica de uma criança. Noite de autógrafos será no dia 17, às 18h, no Pátio Brasil





Jornalista, escritora e editora de Brasília, Clara Arreguy lançará, no dia 17 de junho, as obras "1974" e "A Vovó Fala Tudo Errado", da Outubro Edições, na 33ª Feira do Livro de Brasília. Autora também participará de contação de história para o público infantil no dia 19 e de debate sobre a literatura juvenil no dia 20. O evento é promovido pela Câmara do Livro do Distrito Federal e ocorrerá na área externa do shopping Pátio Brasil entre os dias 16 e 25 de junho, das 10h às 22h, com entrada franca.

O romance "1974" destina-se a jovens e adultos e conta a história de uma menina de 14 anos que, durante a ditadura militar no Brasil, vive os dramas e as alegrias típicos da idade, enquanto acompanha os acontecimentos políticos, esportivos e sociais daquele ano marcante. 

"A Kakala, personagem principal deste livro, tem muito a ver com certa juventude que está efervescendo no Brasil de hoje porque, novamente, vemos os jovens se interessando pela política e pela vida do país. Por estar passando por tantas mudanças como as daquele tempo, a juventude de hoje, de certa forma, dialoga com aquela de 40 anos atrás", comenta a mineira.

Já o título "A Vovó Fala Tudo Errado", segundo livro infantil de Clara Arreguy, trata do delicado tema do esquecimento na velhice. A obra conta com ilustrações em aquarela do premiado artista plástico Walter Lara, finalista por duas vezes no Prêmio Jabuti. O ilustrador mineiro destaca o carinho especial por obras infantis e fala do respeito e admiração em trabalhar pela primeira vez com Clara Arreguy.

"Eu gosto muito de livro infantil por acreditar que ele dá mais possibilidades de ilustração e também por despertar as primeiras emoções da criança. Esse convite foi muito bom porque, além de a Clara ser uma grande amiga, o texto dela é muito interessante. Nessa obra, ela fala do esquecimento com uma sutileza muito grande e bonita. E eu, da forma que entendi o texto, procurei fazer uma ilustração descontraída e leve", comenta o artista, que costuma envolver animais em suas ilustrações infantis como forma de aproximar a criança do universo natural.

Clara Arreguy

Clara Arreguy atuou como repórter, crítica, cronista e editora em 30 anos de jornalismo. Trabalhou nos jornais Estado de Minas, de Belo Horizonte, e Correio Braziliense, de Brasília, além da Veja Brasília, onde assinou crônicas nos dois anos em que a revista circulou. Foi também editora e redatora em assessorias de comunicação de empresas e governos, até criar a Outubro Edições, que publica livros de sua autoria e de outros escritores de Brasília, Minas e São Paulo. Em menos de dois anos de atuação, a editora independente já produziu 19 títulos em vários gêneros, como romances, contos, crônicas, reportagens e literatura infanto-juvenil.

Com "1974" e "A Vovó Fala Tudo Errado", Clara Arreguy chega a 13 livros publicados, numa carreira iniciada em 2005 com "Segunda divisão" (Editora Lamparina) e "Fafich" (Conceito Comunicação). Vieram depois os romances "Tempo seco" (Geração Editorial), "Rádio Beatles" e "Siga as setas amarelas", os volumes de crônicas "Catraca inoperante" e "O planeta das flores amarelas" e o infantil "Oit Labina" (todos pela Outubro), o livro de contos "Sonhos olímpicos" (Editora Franco) e o romance "Dia de Sol em Tempo de Chuva" (Chiado Editora). 

Desde 2012, Clara Arreguy integra o Instituto Cultural Casa de Autores, de Brasília, do qual agora é vice-presidente.

Serviço
Lançamento de 1974 e A Vovó Fala Tudo Errado, de Clara Arreguy / Outubro Edições
Data: dia 17 de junho (sábado)
Hora: 18h
Local: estande da distribuidora de livros Arco-Íris / área externa do Pátio Brasil (W3 Sul)
Preço: R$ 35 cada título, R$ 60 os dois
Informações: (61) 99115-8485 / clarreguy59@gmail.com
Funcionamento da Feira do Livro: de 16 a 25 de junho, das 10h às 22h

Participações na Feira do Livro:
Dia 19, às 11h, contação de história com Clara Arreguy e seu livro infantil "Oit Labina"
Dia 20, às 19h, mesa-redonda com Clara Arreguy sobre literatura juvenil


Fotos da autora e capas dos livros (alta e baixa resolução) / via Wetransfer
Crédito das fotos da autora: Paulo de Araújo


Vídeos:

A Vovó Fala Tudo Errado - por Clara Arreguy
https://youtu.be/L7nhZM5R4SM



1974 - por Clara Arreguy
https://youtu.be/iFL4jF95FVk



Clara Arreguy convida para a 33ª Feira do Livro de Brasília
https://www.youtube.com/watch?v=wTg-kbxw3us






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Clarice Gulyas

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

CNTA irá denunciar BRF a entidades internacionais

CNTA irá denunciar BRF a entidades internacionais

Indústria alimentícia alvo da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, se recusa a pagar PLR aos trabalhadores e ameaça categoria usando o Judiciário, através de interditos proibitórios para impedir manifestações





A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) se coloca a disposição da categoria para, conjuntamente com os sindicatos filiados, ingressar na Justiça contra a BRF pelo pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos trabalhadores que cumpriram as metas de trabalho em 2016. Ao alegar crise econômica, a empresa distribuiu ações "fraudulentas" para frear manifestações e será denunciada pela CNTA a entidades internacionais, como Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Mundial do Comércio (OMC). Decisão foi tomada durante encontro jurídico nacional da categoria nessa terça (9/5), em Brasília (DF).

Os trabalhadores da BRF aguardam desde março pelo recebimento da PLR referente ao ano de 2016. O comunicado da empresa, de que não irá pagar o benefício sob alegação de prejuízo e "não obrigação" revoltou a categoria, que chegou a fazer duas manifestações em protestos contra a BRF em São Paulo (SP) no mês de março.

A advogada da CNTA, Sueli Yoko Taira, afirma que este argumento é desconstruído a partir de levantamentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que apontam que apesar dos lucros inferiores em 2016, a receita líquida da empresa totalizou 4,8% a mais do que em 2015. Segundo ela, a promessa do pagamento da PLR e o cumprimento das metas pelos trabalhadores configuram a obrigação da execução do acordo feito.

"Como a BRF é uma empresa de capital aberto, ela é obrigada a publicar sua movimentação financeira que, inclusive, foi avaliada pela nossa subseção do DIEESE. E o que nós vemos é que não houve prejuízo e, ainda que tivesse, a empresa é quem assume o risco do negócio e não o trabalhador. E o que houve foi um lucro menor do que o esperado por eles, com direito a uma participação astronômica para os acionistas.", explica Yoko Taira, que critica a falta de diálogo da BRF com as entidades sindicais.

Denúncia internacional

De acordo com a CNTA, a BRF tem adotado práticas antissindicais, tanto pela unilateralidade de suas decisões, quanto por meio de ações judiciais de proteção preventiva de posse (interditos proibitórios) contra a entidade. A CNTA classifica estas medidas judiciais como “inadequadas”, uma vez que tanto a confederação, como sindicatos e federações exercem direitos e deveres constitucionalmente garantidos na defesa dos interesses dos trabalhadores que representam.

"Com essas ações, a BRF alega que os sindicatos querem invadir a empresa para tentar receber uma coisa que não seria devida. Essa é uma atitude totalmente antissindical e que, de uma empresa desse porte, não podemos admitir. Esta postura viola não só a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como a Constituição Federal, os Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), e Convenções da OIT ratificadas pelo Brasil. Isto significa que a BRF está indo a juízo buscar um amparo judicial para uma fraude de lei e uma fraude de direitos sociais em beneficio de lucro próprio.", avalia a advogada.

O presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo, afirma que as manifestações irão continuar, sem descartar a possibilidade de paralisações das principais unidades da empresa no País. Segundo ele, a CNTA irá recorrer à OIT e à OMC nos próximos dias para denunciar as práticas antissindicais da BRF, que deverão ser combatidas a nível global com o apoio da União Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (UITA).

O evento jurídico da CNTA reuniu aproximadamente 70 pessoas, entre advogados e lideranças sindicais, e também votou pelo ingresso de Ações Diretas de Inconstitucionalidade, em momento a definir, contra a terceirização e as reformas trabalhista e previdenciária, caso estas sejam aprovadas. Também ficou decidido que qualquer ponto das reformas que venha a ser aplicado pelas empresas, os sindicatos deverão ingressar na Vara do Trabalho e alegar prejuízo aos trabalhadores e inconstitucionalidade das leis.

“Evidentemente que iremos continuar nossa luta para que estas reformas sejam rejeitadas no Senado, mas caso sejam aprovadas, estamos preparados para ingressar na Justiça. Esse evento trouxe, além de conhecimentos jurídicos, um norte para que as entidades sindicais possam atuar dentro de seus Estados e municípios”, comenta.



Fotos: evento da CNTA / Brasília

Pesquisa do DIEESE sobre lucro da BRF:

CEO da BRF diz que não vai pagar PLR:

CNTA rebate vídeo de CEO da BRF sobre PLR:



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