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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Curso: aprenda a preparar alimentos veganos e sem lactose para bebês

Curso: aprenda a preparar alimentos veganos e sem lactose para bebês

Evento no Pátio Brasil Shopping oferece dicas, orientação profissional e receitas saborosas, saudáveis e práticas com nutricionista e chef de cozinha 



Alergia alimentar mais comum na infância, a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) pode causar danos ao intestino, à pele e ao sistema respiratório dos bebês. Para estimular a prevenção às reações à proteína presente em diversos alimentos, a pediatra Fabiana Mendes promove no dia 4 de maio, o curso Introdução Alimentar Para Bebês Que Têm APLV, em parceria com o restaurante Tempero Meu, no Pátio Brasil Shopping. O investimento é de R$ 300,00, com desconto especial para grupos de inscritos. As inscrições vão até o dia 2 de maio, com vagas limitadas.

Opções alimentares, práticas e saudáveis, como papinhas, iogurte caseiro sem leite e bolinho de mandioca com queijo vegano são algumas das receitas que prometem diversificar o cardápio infantil. Tudo isto com a participação da nutricionista Joana Lucyk e da chef de cozinha Flavia Gois. Segundo a médica pediatra Fabiana Mendes, que está à frente do projeto Bem Pediátrico nas mídias sociais, "o diferencial do curso é apresentar receitas e orientações específicas sobre a alergia, como a diferença entre a APLV e a intolerância à lactose, por exemplo, além de dicas práticas para uma alimentação melhor e sem riscos". 

Serviço:
Data: 04/05/2017
Horário: 8h30 às 12h30
Local: Espaço Tempero Meu / Pátio Brasil Shopping
Inscrições: contato@temperomeu.com.br
Investimento: R$ 300,00 (com descontos especiais para grupos de inscritos)
Informações: (61) 99933-2034 / (61) 3244-2034

O que são os alimentos APLV?



Conheça mais o projeto Bem Pediátrico:
Youtube: Bem Pediátrico


Assessoria de Imprensa
Camila Almeida
Dreams Comunicações
(21) 3579-9650 / (21) 97950-5868
camila.dreamscomunicacoes@gmail.com

Trabalhadores da BRF recorrerão à Justiça por PLR

Trabalhadores da BRF recorrerão à Justiça por PLR

Indústria alvo da operação Carne Fraca da Polícia Federal se nega a pagar PLR referente 
às metas cumpridas em 2016 e se recusa a negociar com a categoria



Advogados das entidades sindicais representantes dos 110 mil trabalhadores da BRF no Brasil irão se reunir no dia 9 de maio, em Brasília (DF), para discutir estratégias jurídicas em busca do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O evento será realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins), que protagonizou duas manifestações contra a indústria de alimentos em São Paulo no mês de março. Os impactos da terceirização e das reformas trabalhista e previdenciária também serão abordados no encontro, assim como o custeio das entidades sindicais e conflitos de representações.

Dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy, a BRF comunicou, no início de março, que não irá pagar a PLR aos trabalhadores sob a alegação de prejuízos causados por falhas de gestão e “cenário (econômico) difícil” no ano de 2016. Em vídeo, o CEO da empresa, Pedro Faria, afirmou que a "PLR não é uma obrigação da companhia para com seus funcionários", e assumiu "integralmente a responsabilidade por esses resultados, como o líder maior da organização".

No entanto, um levantamento recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), aponta que a receita líquida da BRF, em 2016, totalizou R$ 33,7 bilhões, 4,8% a mais do que em 2015.  O presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo, critica a resistência da empresa, que ingressou recentemente com quatro ações de proteção preventiva de posse (interditos proibitórios) na Justiça contra a CNTA.

“Temos exemplos de sobra sobre a falta de diálogo, como quando a BRF também se recusou a dialogar com representantes sindicais mesmo durante uma greve de trabalhadores do Paraná, no ano passado. Lamentamos termos de enfrentar tamanha resistência, até porque, principalmente, na atual circunstância, nós entendemos que é através do diálogo que podemos construir alternativas que possam atender as necessidades dos trabalhadores.”, comenta.

Serviço:
Data: 9 de maio de 2017
Horário: 15h
Local: Hotel Nacional / Brasília (DF)
Endereço: Setor Hoteleiro Sul, quadra 01, bloco A
Mais informações: (61) 3242-6171

Assista ao vídeo de pronunciamento da CNTA:
https://youtu.be/1UgH4QGwJt0

Confira o levantamento do DIEESE:
http://tinyurl.com/hdmjkd7

Entenda o caso:

http://tinyurl.com/js5vmhl

Assessora de imprensa da CNTA Afins
Clarice Gulyas
(61) 3242-6171 / (61) 9 8177-3832 whatsapp / 
http://www.cntaafins.org.br

quarta-feira, 5 de abril de 2017

CNTA cobra fiscalização das condições de trabalho nos frigoríficos e garantia de emprego


CNTA cobra fiscalização das condições de trabalho nos frigoríficos
e garantia de emprego
 
Para a entidade, crédito de mais de R$ 1 bilhão concedido pelo governo aos frigoríficos
deve ser condicionado à manutenção dos empregos e práticas de responsabilidade social. Setor lidera ranking de acidentes de trabalho na categoria da Alimentação
 

 
 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) acaba de oficializar a reivindicação da categoria pela garantia dos empregos dos trabalhadores do setor frigorífico por pelo menos seis meses. Os documentos foram protocolados nessa terça e quarta (4 e 5 de abril) no Ministério do Trabalho e na Confederação Nacional da Indústria. Representante de cerca de 400 mil trabalhadores nas indústrias frigoríficas do País (110 mil da BRF e 130 mil da JBS), a CNTA também cobra o empenho do governo para a fiscalização das condições de trabalho em todas as unidades, principalmente, nas empresas dos grupos investigados pela operação Carne Fraca, da Polícia Federal.
 
O presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo, avalia com desconfiança o esforço do governo na defesa do setor, após escândalos de corrupção e fraudes de alimentos. Segundo ele, a disposição do governo chega a impressionar, principalmente, quando o assunto envolve produtos de exportação, que gerou, inclusive, a tentativa de desqualificação da Polícia Federal.
 
Para a entidade, a concessão de aproximadamente R$ 1,4 bilhão aos frigoríficos deveria envolver compromissos do setor com a categoria profissional. Por outro lado, apesar de anunciar uma possível perda de R$ 1,5 bilhão (quando a estimativa para o ano era de 15 bilhões), associações das empresas do setor apontam que os prejuízos são menores, em torno de 136 milhões de dólares, incluindo os impactos externo e interno, com uma queda de 19%, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
 
“Não somos contra a intervenção do governo na defesa dos produtos brasileiros, mas gostaríamos que houvesse essa mesma disposição na defesa do emprego, segurança e saúde dos trabalhadores, especialmente, dos que trabalham em frigoríficos, que são submetidos diariamente a ritmos acelerados de trabalho e esforços repetitivos, expostos a ambientes mórbidos, com baixíssimas temperaturas e muitas vezes tóxicos, com vazamentos de amônia, por exemplo.”, comenta.
 
“Acreditamos ser pertinente o governo, depois de tanta proteção ao setor, exigir uma garantia de emprego a todos os trabalhadores em frigoríficos, principalmente, os que tiveram de entrar em férias coletivas, seja por motivo da unidade ter sofrido intervenção ou queda de produção, mesmo porque o governo também tem ações nos dois maiores grupos de frigoríficos investigados. Portanto, todos precisam arcar com os seus deveres de responsabilidade social. Cobramos também fiscalização e o cumprimento de fato da Norma Regulamentadora nº 36 do Ministério do Trabalho, que ainda é desrespeitada em grande parte das empresas”, defende Bueno, que destaca a aplicação de R$ 14,3 bilhões do BNDES no setor entre 2005 e 2014.
 
Em audiência pública do Senado Federal sobre os impactos da operação Carne Fraca, realizada no último dia 28, a confederação cobrou punição de "corruptos e corruptores" e alertou sobre a possibilidade do aumento de acidentes de trabalho em meio às ameaças de demissões. Na categoria da Alimentação, o setor que lidera o número de acidentes de trabalho é o de frigoríficos. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), entre 2012 e 2014, o número de acidentes de trabalho cresceu de 18.226 em 2012 para 19.821 em 2014 (alta de 8,7%).
 
Ofícios e fotos do presidente da CNTA:
 
 
 
Assessoria de Imprensa
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quarta-feira, 29 de março de 2017

Carne Fraca: CNTA propõe plano de manutenção de empregos para trabalhadores do setor frigorífico

Carne Fraca: CNTA propõe plano de manutenção de empregos
para trabalhadores do setor frigorífico
 
Em audiência pública do Senado Federal, confederação cobrou punição de "corruptos e corruptores" e alertou sobre a possibilidade do aumento de acidentes de trabalho
em meio às ameaças de demissões
 
 
 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) participou nessa terça (28/3) de audiência pública sobre os impactos da operação Carne Fraca, realizada pela Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal. Na ocasião, a entidade que representa 400 mil trabalhadores do setor no País, sendo 110 mil da BRF (Sadia e Perdigão) e 130 mil da JBS (Seara e Friboi), apoiou as investigações da polícia federal e propôs a criação de uma parceria público-privada para a manutenção dos empregos. Segundo o Ministério da Agricultura, aproximadamente 6 milhões de empregos estão ameaçados atualmente em toda a cadeia produtiva do setor.
 
Diretor da CNTA, Darci Pires da Rocha, afirmou que é preciso punir "corruptos e corruptores" e denunciou as más condições de trabalho em grande parte das empresas, mesmo após a criação de uma norma regulamentadora específica para o setor, que estabeleceu exigências mais rigorosas sobre a saúde e a segurança em frigoríficos. A NR 36 do Ministério do Trabalho está em vigor desde 2013 e, no entanto, irregularidades, como ritmo excessivo de trabalho e descumprimento de pausas para descanso e recuperação térmica ainda são praticadas por alguns frigoríficos, sobretudo, os grandes grupos.
 
"As empresas desse setor são altamente beneficiadas por incentivos e isenções fiscais, principalmente, apoiadas pelo BNDES, que tem sido parceiro dessas empresas e, inclusive, sócio de algumas. E ainda há os incentivos estaduais, como o programa Agregar RS, que também beneficia esse setor e ajuda os empresários.", ressalta Darci, ao cobrar maior compromisso com as condições de trabalho.
 
"As demissões estão na cabeça dos trabalhadores. E a pressão  é muito grande nesse momento. Esses mesmos trabalhadores são submetidos a extensas jornadas de trabalho, ritmos elevados de trabalho, pressões de chefias, e exposições a ambientes frios, mórbidos e de muitos acidentes de trabalho. Com essa apreensão, é evidente que isto pode aumentar dentro das empresas por conta da insegurança que os trabalhadores passam nesse momento.", alerta.
 
O sindicalista foi um dos grandes incentivadores e participantes de uma força-tarefa inédita de adequação das condições de trabalho nos frigoríficos do Rio Grande do Sul, em prática desde 2014 pelo Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho, sindicatos locais e CNTA. Na categoria da Alimentação, o setor que lidera o número de acidentes de trabalho é o de frigoríficos. Entre 2012 e 2014, o número de acidentes de trabalho cresceu de 18.226 em 2012 para 19.821 em 2014 (alta de 8,7%).
 
“Viemos propor que seja garantido, no mínimo, seis meses de emprego para os trabalhadores do setor durante essa travessia atual, já que os trabalhadores não têm nenhuma responsabilidade com esta crise. São eles que produzem e fazem a riqueza desse setor. Se algum trabalhador, em algum momento, teve de cumprir tarefas que desabonam a conduta de um cidadão brasileiro, destaco que eles são subordinados à empresa” , defende a CNTA.

Confira, na íntegra, pronunciamento da CNTA
 

 
 
 
 

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Férias coletivas da JBS e audiência pública Carne Fraca

NOTA OFICIAL DA CNTA SOBRE AS FÉRIAS COLETIVAS NA JBS
 

  
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA), representante dos 130 mil trabalhadores da JBS, vem a público manifestar sua preocupação com o grande número de férias coletivas concedidas por esta empresa aos seus trabalhadores sem a garantia da manutenção do emprego quanto ao retorno às atividades.
 
A CNTA, enquanto participante da audiência pública sobre os impactos da operação Carne Fraca, realizada nessa terça (28/3), na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, apresentou uma proposta de criação de um compromisso público-privado pela manutenção dos empregos no setor, com pelo menos seis meses de duração.
 
Entendemos que o trabalhador não pode pagar pelas consequências de atos que não foram cometidos por eles e que o governo deve intervir junto aos frigoríficos, principalmente, aqueles ligados aos grupos JBS, que foram financiados com verba pública e, inclusive, contam com participação acionária do BNDES. Portanto, cobramos o compromisso e o cumprimento da responsabilidade social pelo governo e pelas chamadas "campeãs nacionais".
 

Estamos atentos a qualquer tentativa de ameaça de demissões e preparados para contestar e cobrar, por meio de manifestações, ações judiciais e denúncias internacionais, as responsabilidades das empresas e do governo.
 
 
 
 
 
 
Carne Fraca: CNTA propõe plano de manutenção de empregos
para trabalhadores do setor frigorífico
 
Em audiência pública do Senado Federal, confederação cobrou punição de "corruptos e corruptores" e alertou sobre a possibilidade do aumento de acidentes de trabalho
em meio às ameaças de demissões
 
 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) participou nessa terça (28/3) de audiência pública sobre os impactos da operação Carne Fraca, realizada pela Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal. Na ocasião, a entidade que representa 400 mil trabalhadores do setor no País, sendo 110 mil da BRF (Sadia e Perdigão) e 130 mil da JBS (Seara e Friboi), apoiou as investigações da polícia federal e propôs a criação de uma parceria público-privada para a manutenção dos empregos. Segundo o Ministério da Agricultura, aproximadamente 6 milhões de empregos estão ameaçados atualmente em toda a cadeia produtiva do setor.
 
Diretor da CNTA, Darci Pires da Rocha, afirmou que é preciso punir "corruptos e corruptores" e denunciou as más condições de trabalho em grande parte das empresas, mesmo após a criação de uma norma regulamentadora específica para o setor, que estabeleceu exigências mais rigorosas sobre a saúde e a segurança em frigoríficos. A NR 36 do Ministério do Trabalho está em vigor desde 2013 e, no entanto, irregularidades, como ritmo excessivo de trabalho e descumprimento de pausas para descanso e recuperação térmica ainda são praticadas por alguns frigoríficos, sobretudo, os grandes grupos.
 
"As empresas desse setor são altamente beneficiadas por incentivos e isenções fiscais, principalmente, apoiadas pelo BNDES, que tem sido parceiro dessas empresas e, inclusive, sócio de algumas. E ainda há os incentivos estaduais, como o programa Agregar RS, que também beneficia esse setor e ajuda os empresários.", ressalta Darci, ao cobrar maior compromisso com as condições de trabalho.
 
"As demissões estão na cabeça dos trabalhadores. E a pressão  é muito grande nesse momento. Esses mesmos trabalhadores são submetidos a extensas jornadas de trabalho, ritmos elevados de trabalho, pressões de chefias, e exposições a ambientes frios, mórbidos e de muitos acidentes de trabalho. Com essa apreensão, é evidente que isto pode aumentar dentro das empresas por conta da insegurança que os trabalhadores passam nesse momento.", alerta.
 
O sindicalista foi um dos grandes incentivadores e participantes de uma força-tarefa inédita de adequação das condições de trabalho nos frigoríficos do Rio Grande do Sul, em prática desde 2014 pelo Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho, sindicatos locais e CNTA. Na categoria da Alimentação, o setor que lidera o número de acidentes de trabalho é o de frigoríficos. Entre 2012 e 2014, o número de acidentes de trabalho cresceu de 18.226 em 2012 para 19.821 em 2014 (alta de 8,7%).
 
“Viemos propor que seja garantido, no mínimo, seis meses de emprego para os trabalhadores do setor durante essa travessia atual, já que os trabalhadores não têm nenhuma responsabilidade com esta crise. São eles que produzem e fazem a riqueza desse setor. Se algum trabalhador, em algum momento, teve de cumprir tarefas que desabonam a conduta de um cidadão brasileiro, destaco que eles são subordinados à empresa” , defende a CNTA.
 
 
Confira, na íntegra, pronunciamento da CNTA
 

 




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sexta-feira, 17 de março de 2017

Nota Oficial da CNTA sobre a operação CARNE FRACA


Nota Oficial da CNTA




A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) representante de 110 mil trabalhadores da BRF (Sadia, Perdigão e Qualy) e de 130 mil trabalhadores da JBS (Seara e Friboi), vem por meio desta, manifestar sua preocupação com os resultados da operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal.

Os fatos resultantes da referida investigação sobre esquema de propina de empresários ao Ministério da Pesca e Agricultura, e quanto à venda de carnes impróprias para o consumo são lamentáveis. Saber que empresas líderes de mercado e com forte atuação no exterior são protagonistas de uma prática perversa que coloca em xeque a saúde humana em detrimento da ganância nos causa indignação. 

Este tipo de prática ilícita e antiética não é diferente para com os trabalhadores que, por muitas vezes, são submetidos a pressões psicológicas e ritmos frenéticos de trabalho, com grande número de adoecimentos e acidentes, em detrimento do lucro da empresa. O possível envolvimento do governo neste esquema nos traz insegurança e falta de credibilidade quanto a outros tipos de fiscalizações muito importante para nós, como as do Ministério do Trabalho, órgão sucateado há muitos governos. Na categoria da Alimentação, o setor que lidera o número de acidentes de trabalho é o de frigoríficos. Entre 2012 e 2014, o número de acidentes de trabalho cresceu de 18.226 em 2012 para 19.821 em 2014 (alta de 8,7%).

Temos cobrado constantemente dos órgãos competentes a fiscalização das condições de trabalho, que são muito difíceis de acontecer pelo fato de o Ministério do Trabalho alegar não ter estrutura para atender a demanda necessária para que trabalhadores possam desempenhar suas funções com saúde e segurança. Então, nosso manifesto não só aborda a preocupação com o que é repassado aos consumidores, mas também aos trabalhadores, que estão expostos diretamente às consequências da busca pelo lucro a qualquer preço, evidenciadas nesta operação.

Para finalizar, acreditamos que o melhor combate a esse tipo de procedimento é a transparência e a fiscalização eficiente, com investimento de estrutura por parte dos órgãos competentes.


Artur Bueno de Camargo
Presidente da CNTA Afins


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quarta-feira, 15 de março de 2017

Nova manifestação contra a BRF tem bloqueio de rodovia em São Paulo

Nova manifestação contra a BRF tem bloqueio de rodovia em São Paulo

Em reivindicação ao pagamento da PLR, sindicalistas que representam 110 mil trabalhadores da BRF no Brasil queimaram pneus e bloquearam a Régis Bittencourt (BR 116) por aproximadamente meia hora como forma de dar visibilidade à luta da categoria


 


Novo ato contra a detentora das marcas Sadia, Perdigão e Qualy ocorreu na manhã dessa quarta (15/3), no Centro de Distribuição da BRF, em Embu (SP). Com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins), a manifestação foi motivada pela recusa de diálogo por parte da empresa nessa terça (14/3), durante o primeiro ato, em Jaguaré (SP). A BRF anunciou o não pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos trabalhadores esse mês, alegando prejuízos e "não obrigação". Novas ações poderão acontecer nos próximos dias e que uma greve geral não está descartada.

De acordo com o vice-presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo Júnior, a BRF continua resistente em receber os representantes sindicais para a busca de soluções. Júnior destaca que as metas foram cumpridas pelos trabalhadores que receberam, inclusive, camisetas da empresa com afirmações sobre os resultados alcançados, como com os dizeres “Missão Dada Missão Cumprida”. Uma nova reunião com as entidades sindicais que representam os trabalhadores está prevista para a próxima semana e tem o objetivo de avaliar os atos realizados, além de novas ações. Segundo levantamento recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a receita líquida da BRF, em 2016, totalizou R$ 33,7 bilhões, 4,8% a mais do que em 2015.

"Na manifestação de hoje, os trabalhadores decidiram paralisar a rodovia Régis Bittencourt para chamar a atenção da sociedade sobre o que este grande grupo está fazendo com seus trabalhadores. E este não é qualquer grupo, é uma empresa que exporta milhões e, inclusive, investe na ampliação de unidades no exterior. E as manifestações continuarão nas unidades de produção, caso a empresa não reveja sua postura intransigente", afirma.

Em vídeo recente gravado pelo CEO da BRF, Pedro Faria, a empresa afirma que a "PLR não é uma obrigação da companhia para com seus funcionários". “Eu assumo integralmente a responsabilidade por esses resultados, como o líder maior da organização", diz outro trecho, repercutido negativamente entre os trabalhadores, que também se manifestam e fazem graves denúncias à BRF pelas mídias sociais, por meio da página do facebook “Trabalhadores da BRF Brasil”.

Denúncias dos trabalhadores no facebook:

Assista ao vídeo de pronunciamento da CNTA:

Confira o levantamento do DIEESE:

Entenda o caso: