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terça-feira, 17 de abril de 2012

Oficina de jogos sobre os seres vivos atrai público infantil na Livraria Cultura do CasaPark

A bióloga Nurit Bensusan concedeu entrevista nesse domingo (14/4) ao programa BOM DIA DF, da Rede Globo, sobre a criação de jogos de cartas com temas ecológicos. A matéria vai ar ainda nessa semana, às 6h30. No dia 21 (sabado), crianças e adolescentes podem se divertir com os jogos na Livraria Cultura do CasaPark, a partir das 16h! > imprensa: claricegulyas@gmail.com


Oficina de jogos sobre os seres vivos atrai público infantil na Livraria Cultura do CasaPark

Além de estimular o aprendizado científico, os desafios das cartas de baralho criadas pela bióloga Nurit Bensusan despertam a conscientização socioambiental de crianças e adolescentes


Criados com a intenção principal de divertir a criançada de forma inteligente e instigante, os jogos biolúdicos são a aposta da bióloga e engenheira florestal Nurit Bensusan para popularizar a ciência e alertar os jovens sobre a importância do meio ambiente e dos processos biológicos. Neste sábado (21/4), das 16h às 18h, o público infantil terá a oportunidade de fazer novas amizades e botar em prática seus conhecimentos com os desafios das cartas que trazem temas biológicos na Livraria Cultura do shopping CasaPark, onde a novidade já é comercializada. A entrada é franca.


 “A ideia surgiu quando senti a carência de jogos diferentes no mercado ao procurar jogos para brincar com meu filho, hoje, com 8 anos. Como sou bióloga e sempre trabalhei com popularização da ciência, achei que seria interessante juntar essas duas coisas: desenvolver produtos de popularização da ciência para crianças e contribuir para aumentar a diversidade de jogos disponível”, conta Nurit, criadora dos jogos Bioquê? e Tsunami, que retratam a biodiversidade brasileira, o meio ambiente marinho e as relações biológicas entre os seres vivos.


Resgate da socialização na Era Digital

A psicóloga Keli Rodrigues avalia que, ao contrário dos jogos digitais, as atividades propostas pelos jogos biolúdicos trazem benefícios importantes para a formação de crianças e adolescentes. “Na interação social os estímulos gerados pelos jogos, são: o raciocínio rápido, lógica, elaboração de estratégias, entre outros, pois nele a criança constrói classificações, elabora seqüências lógicas, desenvolve o psicomotor, a afetividade e amplia conceitos das várias áreas da ciência (como no caso do jogo em questão, a biologia)”, explica.

              
Parque nacionais e biomas brasileiros serão temas dos próximos jogos  

Em parceria com o Museu de Ciência e Tecnologia da Puc do Rio Grande do Sul, a bióloga lançou seu terceiro jogo, o Biobrazuca, durante a 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, em dezembro de 2011. Nele, a preservação de biomas brasileiros como o Cerrado, Caatinga, Amazônia e os Pampas é um dos temas abordados junto a um livro que explica a dinâmica do jogo e traz informações extras para deixar a brincadeira ainda mais divertida e interessante. “Ajudá-las a explorar essa curiosidade de forma lúdica pode significar ter, no futuro, pessoas mais conscientes sobre nosso impacto no planeta”, afirma Nurit.

Entre as próximas novidades da Biolúdica, estão desafios específicos para o Cerrado, um livro que mescla jogos de labirintos e informações acerca dos principais parques nacionais e um jogo de guerra imunológica. “O objetivo é sempre apresentarmos jogos muito instigantes onde a diversão é garantida, mas que ofereçam aprendizado também. Eu costumo dizer que a ideia é um pouco a do jogo War. Ninguém jogou o War para aprender geografia, mas todos nós sabemos onde fica Dudinka, Omsk e Vladivostok graças a ele”, brinca.

Sobre Nurit Bensusan

Bióloga e engenheira florestal, Nurit Bensusan (foto) é pós-graduada em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Ecologia e doutora em Educação pela Universidade de Brasília. É autora do blog Nosso Planeta, do jornal O Globo ( http://oglobo.globo.com/blogs/nossoplaneta ), uma de suas plataformas de popularização da ciência. Participa também do coletivo de ideias Biotrix ( www.biotrix.com.br ). Com diversos livros publicados, entre eles Biodiversidade: é para comer, vestir ou passar no cabelo e Meio Ambiente: e eu com isso? (editora Peirópolis), foi responsável pela área de biodiversidade e coordenadora de políticas públicas do WWF Brasil, coordenadora de biodiversidade no Instituto Socioambiental e coordenadora do núcleo de gestão do conhecimento do Instituto Internacional de Educação do Brasil.
           

Reportagem da TV Senado:
http://www.senado.gov.br/noticias/tv/programaListaPadrao.asp?ind_click=0&txt_titulo_menu=Ecosenado&IND_ACESSO=S&IND_PROGRAMA=S&COD_PROGRAMA=1&COD_VIDEO=151906&ORDEM=0&QUERY=&pagina=1

Fotos: (crédito: divulgação)
Gravação do programa Ecosenado: https://picasaweb.google.com/115569863266076228456/GravacaoDoEcoSenado?authuser=0&authkey=Gv1sRgCO_O26zbvaHnDw&feat=directlink

Oficina na Cultura com o Instituto Sagarana: https://picasaweb.google.com/115569863266076228456/OficinasNaLivrariaCultura?authuser=0&authkey=Gv1sRgCNDpk7Sw6pPSrgE&feat=directlink



Serviço:

Oficina de jogos biolúdicos
Data: 21 de abril
Hora: das  16h às 18h
Local: Livraria Cultura do shopping CasaPark ( Setor de Garagens e Concessionárias de Veículos Sul - SGCV Sul. Lote 22 )
Site Biolúdica: www.bioludica.com.br

Pontos de venda: Livraria Cultura do CasaPark e 102 Norte, bloco B, loja 56 (Brasília/DF) ou Museu de Ciência e Tecnologia da Puc do Rio Grande do Sul (Av. Ipiranga, 6681 - Prédio 40, bairro Partenon)

Assessoria de Imprensa / Biolúdica:
Clarice Gulyas

(61) 8177 3832 / 8428 0719
claricegulyas@gmail.com

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Academias do DF têm até sábado (14/4) para advertir riscos do uso de anabolizantes


As academias do Distrito Federal têm até o dia 14 de abril para se adequarem à Lei 4.755, que obriga os estabelecimentos de ginástica a alertarem sobre os riscos do uso de anabolizantes. Com autoria do deputado distrital Washington Mesquita, a lei foi sancionada em 14 de fevereiro pelo governador Agnelo e publicada no dia 15 pelo Diário Oficial da União. O descumprimento prevê advertência e multas no valor de R$ 600 em caso de reincidência.

Com advertências divulgadas ao longo das aulas na rádio da academia e com diversos cartazes afixados em torno dos aparelhos de musculação, a gerente da Fit Park academia, Ângela Andrade, afirma que a informação é a melhor aliada na prevenção. "Espero que pessoas que recorram a esses artificios em nome da vaidade possam refletir melhor se vale a pena o risco desse produto quando o que se está em jogo é o comprometimento da saúde", diz.
O nutricionista Camilo Briceño, especialista em Nutrição Esportiva, explica que os esteroides anabólicos são substâncias sintéticas similares à testosterona que causam diversos riscos "como problemas psicológicos, dermatológicos, ginecomastia, atrofia testicular, dentre outros", explica.

Carlos Fernandes (foto), professor de educação física da Fit Park e especialista em Musculação e especialista em Treinamento de Força e Musculação, aponta outros efeitos colaterais mais perigosos como o câncer, a hipertensão e cardiopatias que podem causar a morte. "Os esteroides são muito usados pelos jovens, principalmente durante as férias de verão ou na véspera do carnaval para potencializar os resultados estéticos com um espaço de tempo e disciplina menores do que de forma natural. Em alguns casos especiais os médicos podem prescrever o uso dos anabolizantes, porém se usado de forma indiscriminada pode gerar ou potencializar patologias que podem ter sequelas para o resto da vida", alerta.








Autor do projeto:
Deputado distrital Washington Mesquita (3348 8030)

Serviço:
Fit Park Academia
213/14 Norte, área especial, em frente ao parque Olhos D'água
(61) 3368 2001
http://www.fitparkacademia.com.br/

Assessoria de imprensa
Fit Park Academia
(61) 8177 3832 / 8428 0719 tim ( Clarice Gulyas )
claricegulyas@gmail.com (e-mail e Gtlak)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Crianças aprendem ecologia brincando

Jogos de cartas com temas biológicos estimulam aprendizado e despertam
a conscientização socioambiental de crianças e adolescentes



Por Clarice Gulyas
Enquanto o Brasil se prepara para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (a Rio+20) em junho desse ano, a curiosidade de crianças e adolescentes pelo tema socioambiental é despertada através de jogos de cartas inéditos que abordam o conhecimento ecológico e reproduzem estratégias de defesa do meio ambiente em situações de ameaça como a pesca predatória, mudanças climáticas e até os tsunamis. A produção brasiliense é uma iniciativa da bióloga e engenheira florestal Nurit Bensusan, que criou recentemente a oficina de jogos Biolúdica. Pais e filhos terão a oportunidade de botar em prática seus conhecimentos no próximo sábado (21/4), das 16h às 18h, na Livraria Cultura do shopping CasaPark, onde a novidade já é comercializada.


Além de propor maior interação entre os jovens em plena era digital, os jogos Bioquê? e Tsunami ultrapassam a ideia de passatempos educativos e oferecem um entretenimento inteligente onde meninos e meninas a partir de 7 anos de idade entram em contato com o universo da ciência e superam desafios onde a regra principal é conhecer e preservar o meio ambiente. “A ideia surgiu quando senti a carência de temas interessantes ao procurar jogos para brincar com meu filho, hoje, com 8 anos. Como sou bióloga e sempre trabalhei com popularização da ciência, achei que seria interessante juntar essas duas coisas: desenvolver produtos de popularização da ciência para crianças e contribuir para aumentar a diversidade de jogos disponível”, conta Nurit.


Outra preocupação da bióloga foi adotar, entre as cartas ilustradas por designers e seu filho, temas atuais de grande relevância como a biodiversidade brasileira, o meio ambiente marinho e as relações biológicas entre os seres vivos. “No jogo Tsunami, o tema está ligado a um interesse recente meu pela situação dos oceanos e pela biodiversidade marinha, e o Bioquê? é centrado em características dos animais e plantas, algo que sempre desperta a curiosidade das crianças e a minha”, diz.
Biomas brasileiros serão temas dos próximos jogos


Em parceria com o Museu de Ciência e Tecnologia da Puc do Rio Grande do Sul, a bióloga lançou seu terceiro jogo, o Biobrazuca, durante a 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, em dezembro de 2011. Nele, a preservação de biomas brasileiros como o Cerrado, Caatinga e os Pampas é um dos temas abordados junto a um livro que explica a dinâmica do jogo e traz informações extras para deixar a brincadeira ainda mais divertida e interessante. “Ajudá-las a explorar essa curiosidade de forma lúdica pode significar ter, no futuro, pessoas mais conscientes sobre nosso impacto no planeta”, afirma Nurit.


Entre as próximas novidades da Biolúdica, a pesquisadora e mestre em Ecologia prepara desafios específicos para o Cerrado e um livro que mescla jogos de labirintos e informações acerca dos principais parques nacionais. “O objetivo é sempre apresentarmos jogos muito instigantes onde a diversão é garantida, mas que ofereça aprendizado também. Eu costumo dizer que a ideia é um pouco a do jogo War. Ninguém jogou o War para aprender geografia, mas todos nós sabemos onde fica Dudinka, Omsk e Vladivostok graças a ele”, brinca.




Sobre Nurit Bensusan
Bióloga e engenheira florestal, é pós-graduada em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Ecologia e doutora em Educação pela Universidade de Brasília. É autora do blog Nosso Planeta, do jornal O Globo ( http://oglobo.globo.com/blogs/nossoplaneta ), uma de suas plataformas de popularização da ciência. Participa também do coletivo de ideias Biotrix ( www.biotrix.com.br ). Com diversos livros publicados, entre eles Biodiversidade: é para comer, vestir ou passar no cabelo e Meio Ambiente: e eu com isso? (editora Peirópolis), foi responsável pela área de biodiversidade e coordenadora de políticas públicas do WWF Brasil, coordenadora de biodiversidade no Instituto Socioambiental e coordenadora do núcleo de gestão do conhecimento do Instituto Internacional de Educação do Brasil.



Reportagem da TV Senado:

http://www.senado.gov.br/noticias/tv/programaListaPadrao.asp?ind_click=0&txt_titulo_menu=Ecosenado&IND_ACESSO=S&IND_PROGRAMA=S&COD_PROGRAMA=1&COD_VIDEO=151906&ORDEM=0&QUERY=&pagina=1


Serviço:
Biolúdica: www.bioludica.com.br Pontos de venda: Livraria Cultura do CasaPark e 102 Norte, bloco B, loja 56 (Brasília/DF) ou Museu de Ciência e Tecnologia da Puc do Rio Grande do Sul (Av. Ipiranga, 6681 - Prédio 40, bairro Partenon)




Assessoria de Imprensa / Biolúdica:
Clarice Gulyas
(61) 8177 3832 / 8428 0719
claricegulyas@gmail.com

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Direitos da Criança e do Adolescente

Compartilho com vocês um artigo da minha irmã, Cristiane Gulyas, sobre a adoção infantil à revista jurídica Consulex!
É preciso salvar a imagem para ler com boa resolução..





Direitos da Criança e do Adolescente

Por Cristiane Gulyas – 1° semestre/2011 - IDP

Este texto nasceu a partir da visita realizada a uma instituição de acolhimento de menores em situação de risco como parte da atividade prática da faculdade de Direito do Instituto de Direito Público de Brasília e da palestra sobre adoção realizada pela advogada Fabiana Gadelha, que deu uma aula sobre a dura realidade desses menores. Como estudante de direito procurei buscar na legislação as leis que tratam do assunto e compará-las com a realidade vivida por essas crianças e adolescentes e pude perceber que embora existam leis destinadas à proteção da criança e do adolescente seus direitos continuam sendo violados.

No Brasil o número de crianças e adolescentes em situação de risco, por abandono ou por maus tratos, sempre foi muito alto. As primeiras instituições de acolhimento eram instituições religiosas. Neste primeiro momento não havia intervenção estatal. Com o passar do tempo e a pressão da sociedade civil o poder público se viu obrigado a dar uma resposta para esta situação.

Desta forma, a Constituição de 88, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, prevê uma lista ampla de direitos fundamentais a serem observados. Alguns desses direitos são mínimos como o direito à liberdade, ao respeito e dignidade, à convivência familiar, à educação, à cultura, ao lazer entre outros direitos básicos. Além desses direitos, o Estatuto aborda ainda temas específicos como a adoção e as políticas de atendimento, as medidas de proteção, as pertinentes aos pais e responsáveis, a criação de conselhos tutelares que têm como objetivo zelar pelo cumprimento dos direitos e os crimes praticados contra a criança e o adolescente. Vale ressaltar que a idade considerada no estatuto para receber o tratamento de criança é o menor de doze anos incompletos e o adolescente entre doze e dezoito anos também incompletos.

Apesar de tantos institutos de proteção ainda é precária a situação de diversas crianças que sofrem com a violência doméstica, os maus tratos e o abandono. É uma realidade dura, mas que pode ser mudada com a efetiva intervenção do poder público e a participação da sociedade como um todo. A intervenção estatal com a criação de políticas públicas feitas através de um conjunto articulado de ações governamentais em parceira com a sociedade civil é um grande passo, mas ainda há muito que ser feito.

De acordo com o Estatuto, a proteção à vida e à saúde será realizada a partir de políticas públicas sociais. Fazem parte dessas políticas o atendimento pré-natal e perinatal à gestante, a vacinação e o atendimento integral à saúde. Esse atendimento deve ser feito através do Sistema Único de Saúde. Dentre os atendimentos propostos para as gestantes estão o apoio alimentar e psicológico além de propiciar condições adequadas para o aleitamento materno.

Mas será que essas propostas fazem parte da realidade brasileira?
De acordo com estatística apresentada pelo Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, para cada cem mil nascimentos existem sessenta e oito mortes. Este é um dado considerado alto, pois a meta é atingir apenas trinta e cinco mortes. Outro problema é a mortalidade materna.

Esta é uma realidade distante da prevista pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Diariamente podemos ver reportagens sobre o estado crítico dos hospitais públicos. As condições de higiene precária, as longas filas para o atendimento, a falta de médicos e a falta de leitos. Não é raro o caso de gestantes que acabam por dar a luz em carros simplesmente por não ter conseguido a tempo um leito hospitalar disponível. Sem contar ainda das complicações que derivam dessas condições. De acordo com dados do Conanda, em 2010 foram registrados 63.900 mortes maternas.

No que se refere ao direito à dignidade e ao respeito. O próprio estatuto prevê que é dever de toda sociedade velar por esses direitos. A criança e o adolescente devem ser tutelados quanto aos maus tratos, a violência ou o tratamento aterrorizante. Neste sentido, o governo previu a criação de conselhos tutelares que estão submetidos ao órgão central denominado Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, o CONANDA, que tem gestão compartilhada entre o governo e a sociedade civil e objetivo de definirem as diretrizes para a política nacional de promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Dentre as medidas especificas de proteção que devem ser aplicadas em casos de violação dos direitos, a lei determina que logo que a situação de perigo seja conhecida pelo poder público, as autoridades competentes devem intervir. Um dos princípios a ser seguido por essas medidas está à prevalência do menor em sua família natural. Quando esta possibilidade não for a mais plausível então se buscará uma família substituta. Esse princípio não esta apenas na lei brasileira, mas deriva da Declaração da ONU sobre a sobrevivência, a proteção e o desenvolvimento da criança. A busca por uma família substituta como segunda opção é feita através da adoção.

No quesito adoção, os alunos do Instituto de Direito Público de Brasília (IDP) tiveram a oportunidade de ter uma visão bem realista da vida de crianças que tiveram seus direitos desrespeitados e aguardam na fila por uma família substituta. A visita a instituição denominada Casa de Ismael, que abriga crianças e adolescentes adotáveis e em condições de adoção, foi uma aula de impacto desta dura realidade vivida por estas crianças. Os principais motivos de estas crianças e adolescentes estarem nesta condição diz respeito ao abandono, à violência doméstica, à situação de rua e à orfandade.

No Brasil são inúmeras instituições de acolhimento que procuram transformar esta realidade. Mas o abrigo não é um lugar definitivo, assim como a Casa de Ismael, existem várias outras casas. Elas servem de abrigo provisório e de transição até que estes pequenos heróis da vida possam ser colocados em uma família substituta. As casas de abrigo sofrem um rigoroso controle pelo poder público com intuito de reavaliar com periodicidade a situação de cada criança. Atualmente o Conselho Nacional de Justiça aponta mais de 37 mil crianças abrigadas. Há projetos de governo, de ONGs e de organizações da sociedade civil que buscam resolver esta situação. Em palestra apresentada no IDP a advogada Fabiana Gadelha expôs o problema da adoção no Brasil.

Conforme abordado, a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente instituiu uma série de medidas para salvaguardar os direitos fundamentais destas crianças dentre elas a adoção. Sua recente alteração foi realizada pela Lei 12.010/2009, a Lei Nacional da Adoção. Esta lei deu um passo importante no sentido de obrigar o Poder Judiciário a criar e manter um cadastro estadual e nacional de adoção como forma de tornar mais rápido os processos de adoção e auxiliar os juízes das varas de infância e juventude na condução dos procedimentos. Como explicou a advogada, a criação deste cadastro foi importante, porém, há uma grande diferença entre o perfil das crianças em condições de adoção ou adotáveis e o perfil desejado. O perfil preferido para adoção é menina, branca, saudável e menos de um ano de idade. Porém em pesquisa realizada em 2004 pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o perfil das crianças que se encontravam em abrigos concentrava em sua maioria meninos da raça negra entre sete e quinze anos de idade. Sabendo disso, a nova lei da adoção previu o incentivo para a adoção de crianças maiores de três anos ou adolescente, grupos de irmãos e crianças com deficiência mental. Pois este é o maior contingente de abrigados no Brasil.

O processo de adoção vai desde a habilitação dos candidatos até o acompanhamento das crianças já adotadas feita pelo poder publico. Na adoção plena a criança adotada será considerada filho para todos os efeitos legais. Neste caso a adoção será irrevogável, o adotado passará a levar os apelidos da família e terá direito sucessório como filho. As etapas da adoção são a habilitação do candidato, que é feita com a inscrição na Vara da Infância e Juventude de cada cidade. Os requisitos exigidos aos candidatos a adoção são: ser homem ou mulher maior de dezoito anos, ter qualquer estado civil e oferecer reais vantagens para o adotado. Depois da habilitação o próximo passo é o pedido de ação propriamente dito.

Na palestra apresentada, a advogada apontou os problemas mais comuns na adoção. Como o desrespeito a fila, os casos de devolução e a demora nos processos.
A devolução dos direitos fundamentais previstos pela constituição às crianças e adolescentes é um caminho longo, porém não é impossível. É necessária a intersecção do poder público e a sociedade civil, pois sem o envolvimento de pessoas como a advogada Fabiana Gadelha esta realidade seria ainda mais cruel.

*O artigo foi escrito com base na palestra da advogada Fabiana Gadêlha, diretora da ONG Achonchego, que há mais de 15 anos promove a inclusão de jovens fora do perfil padrão de adoção (como deficientes, soropositivos, negros, em idade avançada,etc), e que hoje conta com o apoio da cantora Elba Ramalho.
Para saber mais acesse: http://www.projetoaconchego.org.br/

Serviço: Aconchego
Endereço: CLN Quadra 106, bloco A, loja 38 Brasília - DF
Telefone: (61) 3963 5049 / (61) 3964 5048
Doações para: Banco do Brasil, ag: 3380-4, cc: 6423-8